Fonte: OpenWeather

    Vírus HIV


    Estudo mundial de vacina contra o HIV recruta voluntários em Manaus

    As vacinas, desenvolvidas nos Estados Unidos, já estão na capital e devem começar a ser aplicadas neste mês de dezembro.

    A  pesquisa está na fase 3 e consiste na testagem da vacina em 3.800 pessoas
    A pesquisa está na fase 3 e consiste na testagem da vacina em 3.800 pessoas | Foto: Roberto Carlos/Secom

    Um estudo envolvendo institutos de vários países do mundo pode estar próximo de chegar a uma vacina preventiva contra o vírus HIV com a participação do Amazonas. Ao portal EM TEMPO, a assessoria do governo informou que, em Manaus, a pesquisa é coordenada pela Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), que está fazendo uma triagem de voluntários que aceitem participar do projeto. As vacinas, desenvolvidas nos Estados Unidos, já estão na capital e devem começar a ser aplicadas neste mês de dezembro.

    A pesquisa está na fase 3 e consiste na testagem da vacina em 3.800 pessoas dos países Argentina, Brasil, Itália, México, Peru, Polônia, Espanha e Estados Unidos. O produto já é considerado o mais avançado ensaio clínico produzido como método preventivo ao HIV, estudado desde novembro de 2019. 

    O pesquisador da Fiocruz e médico da FMT, Marcus Lacerda, esclarece que a vacina não é a cura do HIV, mas sim um método preventivo que será somado a outras ferramentas, como o próprio preservativo e a recente Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), comprimido disponibilizado pela fundação para grupos de risco. Em razão disso, só poderão participar do estudo as pessoas que não sejam portadoras do vírus HIV.

    O recrutamento de voluntários procura homens gays e transexuais com idade entre 18 e 60 anos
    O recrutamento de voluntários procura homens gays e transexuais com idade entre 18 e 60 anos | Foto: Roberto Carlos/Secom

    Ainda conforme Lacerda, os grupos estão sendo recrutados levando em consideração à exposição ao risco. 

    “Nós estamos recrutando pessoas que têm a maior vulnerabilidade, o maior risco de se infectar pelo risco de HIV, e essa é a população de homens gays, porque eles têm um risco aumentado de infecção, além de transexuais. Essas pessoas devem procurar a Fundação de Medicina Tropical para se informar sobre a possibilidade de serem voluntárias nesse estudo. Existe uma equipe preparada e treinada para fazer essa seleção”, explicou o especialista. 

    Participação 

    O recrutamento de voluntários procura homens gays e transexuais com idade entre 18 e 60 anos que morem na capital. O objetivo é alcançar, no mínimo, 100 pessoas interessadas em participar do acompanhamento da Fundação de Medicina Tropical. As análises serão coletadas periodicamente e enviadas para os Estados Unidos a fim de dar continuidade aos estudos. 

    Caso não haja o interesse presencial, as pessoas podem procurar o site do Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB), no endereço www.ipccb.org, e realizar um pré-cadastro. 

    Avanços 

    Lacerda reforça que há métodos de tratamento eficazes para pessoas que já possuem o vírus, todos eles sem efeitos colaterais, e por isso, este estudo específico procura evitar a infecção de quem não possui HIV. Isso porque, desde que a epidemia do vírus começou há quatro décadas, cerca de 32,7 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à aids. 

    Os números mostram ainda que 38 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com HIV, e que em 2019 houve 1,7 milhões de novas infecções, sendo 41.909 novos casos no Brasil. 

    *Com informações da assessoria

    Leia mais

    Governo suspende exames de HIV, aids e hepatites virais no SUS

    HIV e Covid-19: tratamento e dificuldades durante a pandemia

    Prefeitura inicia programação do Dezembro Vermelho para combate ao HIV