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    Arthur diz: ‘Não seria justo’, ao impedir reajuste de água em Manaus

    De acordo com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, o reajuste durante a pandemia não é justo para a população manauara

    Ao impedir o reajuste, o Arthur lembrou o Decreto nº 4.787, de 23 de março de 2020, que declarou estado de calamidade pública no município de Manaus
    Ao impedir o reajuste, o Arthur lembrou o Decreto nº 4.787, de 23 de março de 2020, que declarou estado de calamidade pública no município de Manaus | Foto: Valdo Leão/Semcom

    Manaus – O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto não vai conceder o Reajuste Ordinário Anual das Tarifas dos Serviços Públicos de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário da Cidade de Manaus. Ele disse que “Não seria justo com a população”. 

    A concessionária Águas de Manaus apresentou proposta de reajuste no montante de 24,52%, mas foi negada pelo chefe do Executivo municipal. A medida, segundo o prefeito, impactaria demasiadamente sobre o orçamento doméstico das famílias e sobre as demais atividades produtivas e comerciais no município.

    “Estamos vivendo um ano diferente, as pessoas ainda estão impactadas com as consequências do novo coronavírus, principalmente aquelas de menor poder aquisitivo. Não é o momento de um reajuste. Um aumento na conta de água em um momento como este não seria justo com a população”, reafirmou o prefeito.

    Ao impedir o reajuste, o Arthur lembrou o Decreto nº 4.787, de 23 de março de 2020, que declarou estado de calamidade pública no município de Manaus. Destacou, ainda, o Decreto nº 4.792, de 25 de março de 2020, que suspende a interrupção do fornecimento dos serviços públicos de água e esgotamento sanitário prestados pela Concessionária Águas de Manaus, em função de inadimplemento do consumidor, pelo prazo de 60 dias, que seguem válidos até o dia 31 de dezembro de 2020.

    Confira a nota da Águas de Manaus:

    "A Águas de Manaus informa que já foi notificada pela Prefeitura sobre a decisão. Vale destacar que, ao apresentar uma primeira proposta de reajuste ao poder concedente, a empresa apenas cumpriu o estabelecido no contrato de concessão, que prevê uma correção anual nas tarifas, calculada com base no Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), a fim de manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. 

    A Águas de Manaus apresentará manifestação formal e reitera que está aberta ao diálogo e à disposição do Município e da Agência Reguladora para discutir soluções acerca do tema. A concessionária seguirá trabalhando para melhorar a qualidade de vida da população de Manaus, através do saneamento básico".

    *Com informações da assessoria

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