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    Ano Novo


    2021: apesar de ainda não ter vacina, manauaras esperam dias melhores

    Ainda em clima de pandemia, que dominou o ano de 2020, a espera para este novo ano é de saúde, estabilidade e conforto com a família

     

    Manauaras recomeçam novo ano na fé de dias melhores e na expectativa da vacina da Covid-19
    Manauaras recomeçam novo ano na fé de dias melhores e na expectativa da vacina da Covid-19 | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus – A cada passagem de ano, as esperanças e os sonhos se renovam. Mesmo com a pandemia da Covid-19, neste novo ano não é diferente. Manauaras de todas as idades e classes sociais mantêm a expectativa de dias melhores para 2021.

    De frente para a Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, a expectativa é que o ano seja de mais oportunidades para o morador de rua Demis Brito. Para ele, o ano que passou teve algumas dificuldades, mas que seguiu tentando fazer seu melhor e espera que em 2021 possa conseguir um trabalho.

    “Vivi um dia por vez. Ter o meu sustendo, ter o que comer e o que beber. Fiquei doente por causa do vírus. Não é fácil, mas continuo tentando. Espero em 2021 conseguir um trabalho, melhorar de vida e voltar a morar com minha família, seria muito bom”, conta.

     

    Os moradores de rua Demis Brito e Alexander Silva tem esperanças para o próximo ano
    Os moradores de rua Demis Brito e Alexander Silva tem esperanças para o próximo ano | Foto: Brayan Wilker

    “Todo ser humano tem direito a uma vida boa”

    Após perder a esposa para o câncer, durante dois anos Alexander Silva é morador de rua. O amazonense acredita em  um ano melhor, repleto de oportunidades, com saúde e moradia. “Vivo um dia de cada vez. Desde que a minha esposa morreu as coisas caminham de forma ruim, espero que esse quadro possa melhorar. Que ano que vem minha vida possa ser melhor, que eu tenha trabalho, tenha saúde, um local para morar, ser feliz principalmente, acho que todo ser humano tem direito a uma vida boa”, diz.

    Conforme dados do Cadastro Único (CAD Único), a capital amazonense possui 800 pessoas vivendo em situação de rua. As informações são dos últimos registros, em agosto deste ano.

    Pós-pandemia e Esperança

    Estabilidade e saúde são metas de diversos manauaras, mas também há quem só pense em momentos para reunir a família, sem o medo de contágio pelo coronavírus.

    O motorista aposentado Mário Saboia aguarda por um ano calmo em que possa curtir mais junto da família, além de aguardar mais solidariedade das pessoas após a pandemia.

    “Talvez as pessoas sejam mais solidárias após a pandemia. E eu espero poder passar um momento maior com a minha família, passei muito tempo trabalhando e também ficamos nos preocupando com o vírus, então o que quero para o ano que vem é saúde“, comentou.

    A professora de escola particular Elma Linhares r espera que o próximo ano seja de muita saúde e paz para a população, além de ter metas junto com a sua família.

    “A minha expectativa para o próximo ano é que a gente tenha dias melhores, principalmente na área da saúde, que o vírus suma da face da terra, teremos dias de saúde e paz ainda. Minhas metas são que eu consiga um bom emprego e que minhas filhas consigam se formar”, afirmou.

    Trânsito

     

    Há vários pontos no trânsito da capital amazonense que precisam melhorar e este é o desafio para o próximo prefeito gerenciar
    Há vários pontos no trânsito da capital amazonense que precisam melhorar e este é o desafio para o próximo prefeito gerenciar | Foto: Arquivo EM TEMPO

    O engenheiro de transportes Manoel Paiva destacou que há vários pontos no trânsito da capital amazonense que precisam melhorar e este é o desafio para o próximo prefeito gerenciar.  “Que em 2021 venham alternativas modernas para a mobilidade, priorizando projetos específicos para a circulação do transporte coletivo de passageiros, melhorando a segurança, confiabilidade, conforto dos usuários, pedestres, pessoas com deficiências e baixa mobilidade, investindo na implantação mobiliário urbano aos usuários, modernizando com tecnologias modernas o controle do trânsito e oferecendo qualidade de vida a população”, pontuou.

    “Um basta na violência racial e de gênero”

     

    Na visão do sociólogo Luiz Antonio, o Brasil e mais especificamente o Amazonas precisa dar um basta na violência racial e de gênero
    Na visão do sociólogo Luiz Antonio, o Brasil e mais especificamente o Amazonas precisa dar um basta na violência racial e de gênero | Foto: Brayan Wilker

    Na visão do sociólogo Luiz Antonio, o Brasil e mais especificamente o Amazonas precisa dar um basta na violência racial e de gênero. “Meus projetos são sempre coletivos, não sei se é algo bom ou ruim. Minhas metas são coletivas. Que a gente consiga no próximo ano adquirir as vacinas, que as pessoas estejam vacinadas. Meu desejo é que a economia seja estabelecida para emprego e rendas para pessoas mais pobres e por último é que demos um basta na violência de gênero e racial”, afirmou.

    Indígenas

    Mais de 42.019 indígenas já foram infectados pela Covid-19 no Brasil, sendo que 893 foram a óbito. Os dados são da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). O levantamento revelou que o coronavírus está circulando entre comunidades de 161 povos. A população indígena do Amazonas luta, entre trancos e barrancos, para alcançar o ensino com qualidade, entre outros desafios, conforme a matéria especial do EM TEMPO.

    O líder indígena Tito Menezes, espera que no próximo ano, ações e projetos sejam maiores para as comunidades indígenas e que a vacinação seja garantia para toda a população.

    “A principal meta é vencer a pandemia da Covid-19 por meio da vacinação em tempo hábil principalmente no interior do Estado. Com apoio da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e demais parceiros, estamos em execução de pequenas ações e projetos de apoio à segurança alimentar e ações de prevenção à saúde junto às comunidades. E Esperamos que essas ações se multipliquem no próximo ano”, enfatiza.

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