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    Alerta


    Com cenário agravante, Manaus entra em "alerta roxo" da Covid-19

    Hospitais privados com leitos indisponíveis para mais internações, confirmam a beira de colapso da saúde na capital amazonense

     

    Nos últimos meses o aumento de casos resultou também no aumento de 66% na média de óbitos no Estado nos últimos 14 dias, dados são da FVS
    Nos últimos meses o aumento de casos resultou também no aumento de 66% na média de óbitos no Estado nos últimos 14 dias, dados são da FVS | Foto: Reuters

    Manaus – O número de internações diárias por Covid-19 em hospitais da cidade são os maiores registrados desde o início da pandemia. Hospitais lotados, falta de leitos e o número de óbitos alertam para a nova onda da doença, que está em fase de “alerta roxa” no Amazonas, considerada uma escala muito alta de riscos. A informação foi confirmada pela diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Pinto, em coletiva de imprensa on-line nesta segunda-feira (4). 

    “Estamos em nível de alto risco e saímos da fase vermelha para a roxa. Tivemos um crescimento entre novembro e dezembro, de 120% do número de casos em Manaus, onde passamos de 1,5 mil para 3,4 mil. E um crescimento de 47% do número de casos no estado, indo de 3,6 mil em novembro para 5,4 ml no final de dezembro, atualmente com uma média móvel de 700 casos todos os dias”, pontuou.

    Outras doenças também aumentaram a ocupação de leitos nos hospitais, mas que devido ao período de síndromes respiratórias, os diagnósticos podem ser parecidos aos da covid-19, é o que disse a diretora.

    “Temos um período sazonal de outras síndromes respiratórias. Estamos verificando a incidência de rinovírus juntamente com sintomas da Covid, em que algumas pessoas sentem os sintomas do novo coronavírus e que podem ser diagnosticadas erroneamente com a doença errada. Nos próximos meses vamos começar a ter também a circulação de H1N1 e vírus como o da dengue, zica, rotavírus, entre outros, que podem aumentar o número de internações”, explicou.

    Em Manaus, o número de pacientes internados em leitos de UTI manteve o aumento por quatro meses consecutivos. Prova disso é que, até setembro, os leitos para Covid-19 na rede pública do Estado eram 90. Mesmo com o aumento desse número para 190 leitos, ainda assim o Amazonas sofre com 91% de ocupação dessas unidades, à beira do colapso.

    "Temos registrado o aumento de buscas de atendimento nas unidades de emergência e hospitalares da rede pública, com crescimento nos últimos 14 dias com 94% leitos ocupados na rede pública e 163% na rede privada. Com um crescimento de 79%  de necessidade na rede pública e 113% na rede privada", afirmou Rosemary. 

    Nos últimos meses, o aumento de casos resultou também no aumento de 66% na média de óbitos no Estado nos últimos 14 dias, dados são da FVS.

    População deve procurar atendimento médico

    Apesar da alta busca de hospitais, pessoas que estejam demonstrando sintomas da doença devem procurar de imediato por atendimento médico, explicou Rosemary Pinto.

    “A população não deve esperar o seu quadro de saúde se agravar para buscar a rede de saúde. Se você começou com sintomas gripais, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência”, disse.

    No total foram registrados mais 202.413 casos no AM

    546 novos casos de Covid-19 foram registrados no Amazonas totalizando 202.413 casos da doença no estado, conforme a FVS, por meio do Boletim Diário de Covid-19, edição de nº 275, do último domingo (3).

    Ainda de acordo com o boletim, foram confirmados 20 óbitos por Covid-19, sendo 18 ocorridos no sábado (2) e dois encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial, elevando para 5.345 o total de mortes.

    Entre pacientes em Manaus, há o registro de 3.427 óbitos confirmados em decorrência do novo coronavírus. No interior, são 61 municípios com óbitos confirmados até o momento, totalizando 1.918.

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