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    Coronavírus


    Manaus tem mais de cem sepultamentos pelo 2º dia consecutivo

    Aumento de mortes reforça medidas de saúde relacionadas a Covid-19

     

    Em uma semana, os sepultamentos subiram 52,73%
    Em uma semana, os sepultamentos subiram 52,73% | Foto: Externo Elton Viana/ Semcom

    Manaus - Pelo segundo dia consecutivo, Manaus registrou mais de 100 sepultamentos nos cemitérios da capital. Na quinta-feira (7), foi registrado um total de 112; já na quarta-feira (6) foram 110. Em uma semana, os sepultamentos subiram 52,73%. A alta dos números é reflexo do aumento de casos do Coronavírus, que já somam 208.798 casos confirmados no Estado. 

    De acordo com a Prefeitura de Manaus, dos 112 sepultamentos registrados ontem (7), 84 foram nos espaços gerenciados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), sem opção por cremação. Não houve o registro de óbito oriundo de outra cidade. Já nos cemitérios particulares, 28 enterros foram realizados. 

    46 dos 112 dos sepultamentos tiveram como causa declarada a Covid-19. Um deles, é o da jornalista e cientista social Izinha Toscano de Melo, que tinha 31 anos e morreu na noite de quarta-feira (6). Através das redes sociais, a jovem chegou a avisar que seria levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e pediu orações para a melhora do quadro de saúde. No entanto, ela não resistiu às complicações da doença. Na quarta-feira (6), Manaus teve 36 sepultamentos com a mesma causa declarada.

    Escala das mortes

    No dia 1° deste mês, Manaus apresentou 58 sepultamentos, sendo 17 mortes pela doença. No dia 2, o número cresceu para 76, mas as causas declaradas como Covid-19 manteve-se em 17. No dia 3, o número caiu para 72 sepultamentos, mas subiu para 21 pela doença. Entre os dias 4 e 5, os sepultamentos tiveram uma alta de 66 para 91 em geral e de 29 para 36 mortes por Covid. 

    O que começou o ano com 58 enterros, seis dias depois já era quase que o dobro deste número. O aumento repentino acendeu um alerta e o prefeito de Manaus David Almeida demonstrou preocupação com a quantidade de covas disponíveis na capital. 

    "Manaus foi a primeira cidade do Brasil a entrar em colapso na saúde e foi também a primeira a sair. E voltamos novamente, nesta segunda onda, a entrar nesse colapso de atendimento de casos de covid-19. Ainda temos alguma reserva [de covas], possivelmente temos dois ou três meses de vagas de sepultamento”, declarou em entrevista à CNN Brasil. 

    Almeida pretende construir 22 mil novas covas na capital e verticalizar cemitérios para obter mais vagas em um menor espaço de terra. O aumento de mortes reforça as medidas já recomendadas pelos órgãos de saúde como o distanciamento social, o uso de máscaras de proteção e de álcool em gel 70%.

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