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    Pandemia


    Falta de leitos: 404 pacientes com Covid estão na fila de espera no AM

    Até os leitos de UTI reservados para crianças com Covid-19 estão com cheios. Dados oficiais mostram que os mais afetados são menores de 6 anos

     

    Aumento de casos desde dezembro causou novo colapso na saúde do estado
    Aumento de casos desde dezembro causou novo colapso na saúde do estado | Foto: Felipe Dana

    Manaus - Já na fase roxa de risco, o estado do Amazonas sofre com falta de leitos para os pacientes com Covid-19. Com o aumento dos casos desde meados de dezembro, de acordo com informações da Fundação de Vigilância em Saúde do estado (FVS-AM), 404 pacientes aguardam por um leito em um dos hospitais nas redes públicas e privadas do estado.

    Do total de pacientes na fila de espera, 58 em estado grave aguardam uma vaga em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e outros 346 esperam por internação em leitos clínicos. Desse total, 57 pacientes são do interior do estado, principalmente vindos de municípios a longas distâncias.

    A taxa de ocupação em UTI na rede pública atingiu 95,1%, enquanto a taxa de ocupação de leitos clínicos é de 89,96%. Com o colapso no sistema de saúde, muitos pacientes acabam não sendo atendidos e retornam para suas casas. Os números são preocupantes e não alcançavam altas marcas desde o pico da doença no estado, em abril de 2020. Os dados também demonstram um reflexo das confraternizações e festas de final de ano.

    Casos em crianças

    Até os leitos de UTI reservados para crianças com Covid-19 estão com cheios. Segundo o boletim da FVS de sexta-feira (8), a ocupação é de 85,71% das UTIS infantis. Os dados oficiais mostram que a faixa etária mais afetada pelo vírus é entre menores de 6 anos, que já alcançaram a marca de 6.154 casos e 640 hospitalizações. 

    Na última segunda-feira (4), a diretora-presidente da FVS, Rosemary Costa Pinto, afirmou que os pais devem ter especial preocupação com crianças com idade abaixo de cinco anos. "Temos registrado aumento de casos em crianças. Então, há necessidade de prestarmos a devida atenção aos sintomas gripais nas crianças para que tenham atendimento adequado", disse.

    *Com informações do UOL

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