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    Plano de imunização


    Ministro repete que o Amazonas não tem data para iniciar a vacinação

    Apesar do colapso, Ministro não dá prioridade da vacina para Manaus

     

    Conforme o ministro da Saúde, o início da vacinação contra o coronavírus tem possibilidade de ocorrer em três datas até março
    Conforme o ministro da Saúde, o início da vacinação contra o coronavírus tem possibilidade de ocorrer em três datas até março | Foto: Brayan Riker

    Manaus - Com a expectativa de que o Amazonas recebesse prioridade na vacinação contra o coronavírus, o Ministro de Saúde, Eduardo Pazuello, visitou Manaus para apresentar o Plano Estratégico de Enfrentamento da Covid-19 no estado, nesta segunda-feira (11). Contudo, em solenidade realizada no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, o ministro esclareceu que nenhum lugar terá prioridade no programa de vacinação do Governo Federal.  Pazuello, também repetiu o que já vem dizendo ao país: não há data definida para início da vacinação contra o coronavírus (Covid-19).

    “Todos os estados receberão simultaneamente as vacinas, no mesmo dia. No primeiro dia que chegar a vacina, com a autorização feita da Anvisa, a partir do terceiro dia ou quarto dia estará nos estados e municípios, para iniciar a vacinação do Brasil. A prioridade está dada, é o Brasil todo”, afirmou. Atualmente, o Amazonas vive um avanço nos números de infectados e mortos pela Covid-19.

    Ainda segundo o ministro, a previsão mais otimista para o início do programa de vacinação permanece no dia 20 de janeiro, um prazo que pode se estender até março, seguindo um cronograma em curto, médio e longo prazo. Ocorre que, para isso, o país teria disponibilidade de apenas 6 milhões de doses, que é o único pedido da vacina chinesa coronavac que existe na Agência Nacional de Saúde (Anvisa). Pazuello também descartou a possibilidade de vacinação independente dos estados.  

     

    Vacinação deve começar ainda em janeiro
    Vacinação deve começar ainda em janeiro | Foto: Brayan Riker

    “Tem algum contrato de algum prefeito ou de algum estado com o Butantan, que não seja o do Governo Federal? Nenhum. Só existe um contrato com o Butantan, o nosso. E é de exclusividade”, afirmou. Parintins era um dos municípios do Amazonas que buscava a aquisição de doses da vacina com recursos próprios.

    Apesar de manter contratos com diversas empresas – como a Pfizer e a AstraZeneca – o Instituto Butantan deve ser o principal fornecedor para o Programa Nacional de Imunização (PNI), conforme ressaltou o ministro.

    “Ou nós produzimos as nossas vacinas, ou não conseguimos vacinar o povo brasileiro”, revelou Pazuello, citando os números baixos de doses das vacinas disponibilizadas por outros laboratórios.

    Apelo para a prioridade no AM

     

    Governador Wilson Lima e Ministro Pazuello
    Governador Wilson Lima e Ministro Pazuello | Foto: Brayan Riker

    Anteriormente, o governador Wilson Lima havia anunciado que pretendia discutir um plano diferenciado no Amazonas com o ministro Pazuello. “Levando em consideração nossa logística, nós estamos na maior região do país, em que muitos lugares só se chegam de barco ou, às vezes, de avião”, justificou.

    Wilson Lima retomou o discurso para priorizar a vacinação no Amazonas após o pronunciamento do ministro. "Faço um apelo ao senhor e à sua equipe, para que o estado neste momento possa ter uma prioridade, pelo menos para receber a maior quantidade possível de doses para, sobretudo, vacinar as pessoas em situação de vulnerabilidade, indígenas, profissionais de saúde, idosos no interior e comunidades distantes”.

    Entre as medidas de enfrentamento que o Governo Federal e o Governo do Amazonas anunciaram durante a solenidade, estão a contratação de mais de 1.400 profissionais de saúde para a rede pública e a entrega de 261 insumos e equipamentos que serão enviados para unidades de saúde dos municípios do interior do estado, como desfibriladores, incubadoras e carros-maca.

     

    Insumos serão encaminhados aos municípios do Amazonas
    Insumos serão encaminhados aos municípios do Amazonas | Foto: Brayan Riker

    “O Governo Federal não tem medido esforços para nos ajudar, com o apoio dessa logística do gás, do oxigênio. Temos aqui em Manaus equipes do Ministério da Saúde e também profissionais do Hospital Sírio-Libanês, da Organização Pan-Americana de Saúde. São pessoas que estão nos emprestando tecnologia, experiências e vivências médicas que são importantes para montarmos a nossa estratégia”, afirmou o governador.

    TrateCOV

    Durante a solenidade, ocorreu o lançamento do projeto-piloto do Ministério da Saúde, batizado de TrateCOV. O novo método científico na Atenção Primária à Saúde (APS) irá detectar casos de Covid-19 precocemente.

    Por um aplicativo de celular, profissionais de saúde irão utilizar um protocolo clínico para fazer um diagnóstico rápido da doença nos postos de saúde, por meio de um sistema de pontos que obedece rigorosos critérios médicos.  

    Na cerimônia, também estavam presentes o prefeito de Manaus, David Almeida, o titular da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES), Marcellus Campêlo, e outras autoridades de saúde, que apresentaram os números da Covid-19 no estado e a situação de enfrentamento à pandemia.

    Pazuello também divulgou esforços que vão da reorganização do atendimento nos postos e hospitais ao recrutamento de profissionais de saúde, à abertura de leitos de UTI e ao envio de equipamentos, insumos e medicamentos.

    Durante a tarde de segunda-feira (11), o ministro continuou a agenda em Manaus, e participou da entrega de 10 leitos de UTI e 118 leitos clínicos no Hospital Universitário Getúlio Vargas. 

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