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    Coronavírus


    Pazuello muda discurso e diz que Manaus terá prioridade na vacinação

    "Eu fui claro? Ninguém receberá a vacina antes de Manaus”, garantiu o ministro da Saúde, nesta quarta-feira (13)

     

    | Foto: Arthur Castro/Secom

    Manaus -  A campanha de vacinação no Brasil deve começar ainda em janeiro e Manaus deve ser prioridade durante as medidas de prevenção à Covid-19, segundo Eduardo Pazuello. Em uma mudança de discurso, o ministro declarou que a capital amazonense “será também a primeira a ser vacinada”. O anúncio ocorreu durante a divulgação do balanço das ações do Ministério da Saúde em Manaus, na manhã desta quarta-feira (13).

    "Manaus também será a primeira a ser vacinada. Eu fui claro? Ninguém receberá a vacina antes de Manaus. A vacina será distribuída simultaneamente em todos os estados, na proporção de população”, acrescentou o ministro no encontro ocorrido no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Zona Centro-Sul da capital.

    Anteriormente, em pronunciamento na apresentação do Plano Estratégico de Enfrentamento da Covid-19 do Amazonas, realizado na última segunda-feira (11), Pazuello havia descartado a prioridade ao estado, reforçando que nenhum estado iria receber a vacina antecipadamente, e que “a prioridade é o Brasil todo”.

     

    | Foto: Arthur Castro/Secom

    No entanto, a “prioridade” de Manaus, de acordo com a nova fala do ministro, ainda não deve ser em relação à vacinação. A assessoria do Ministério de Saúde, quando questionada, também ressaltou que todas as cidades do Brasil receberão as doses do imunizante ao mesmo tempo, levando em consideração os boletins epidemiológicos de cada estado.

    Ainda conforme o ministro, as vacinas disponibilizadas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) serão a de Oxford, da AstraZeneca e da FioCruz; e a CoronaVac, do Instituto Butantan. No total, serão cerca de 8 milhões de doses nesse primeiro momento.

    "Quando a Anvisa concluir a análise de segurança e eficácia, três ou quatro dias depois, nós estamos distribuindo as vacinas no Brasil", garantiu Pazuello.

    Auxílio na distribuição

    No Amazonas, o Ministério da Saúde também irá auxiliar a logística de distribuição das doses nos municípios, mas o ministro não informou os detalhes sobre essa Operalização ou a quantidade disponibilizada ao estado.

    Após receber a primeira dose da vacina, o ministro enfatizou que as medidas de segurança contra o coronavírus devem ser mantidas e o sistema de saúde ainda contará com a estrutura necessária para receber novos casos.

     

    | Foto: Arthur Castro/Secom

    "A vacina induz a produção de anticorpos, essa é a função da vacina. Quem produz os anticorpos é o próprio ser humano. Essa produção de anticorpos não é no dia seguinte. A literatura fala de 30 a 60 dias. Não é tomar a vacina no dia 20 e no dia 22 estar na rua fazendo festa", destacou Pazuello.

    Ações imediatas

    A reunião em Manaus contou com a presença de secretários e técnicos da pasta, que estiveram na capital amazonense durante a semana para prestar apoio no combate à pandemia e acertar o envio de reforços ao sistema de saúde da cidade frente ao cenário epidemiológico local.

    Entre as ações do Ministério de Saúde, em Manaus, Pazuello comunicou 60 novos leitos estão sendo abertos no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) para pacientes com Covid-19.

    "No Hospital HGU, separamos leitos, transformamos equipamentos, estruturas dos andares e organizamos hospital com auxílio do Comando Conjunto das Forças Armadas. Nós estamos trazendo enfermarias de campanha para reforçar os hospitais de referência, que estão lotados”, afirmou o ministro.

     

    | Foto: Arthur Castro/Secom

    Além disso, profissionais de saúde voluntários de todo o Brasil estão sendo remanejados para dar suporte aos hospitais de referência, e haverá intervenção na falta de oxigênio no estado.

    "É uma luta nós conseguirmos o oxigênio tanto líquido quanto gasoso em qualquer lugar. O que nós estamos fazendo? Uma ponte aérea, para trazer os tubos de oxigênio. Essa ponte aérea são aviões da FAB e aviões civis contratados para trazer tubos de oxigênio para Manaus", explicou Pazuello. 

    O ministro também anunciou uma parceria com o Hospital Sírio Libânes, de São Paulo, no auxílio da gestão de leitos. 

    “Estamos em parceria com o Sírio Libanês para gestão hospitalar, um trabalho para a desospitalização dos pacientes em condições de progredir para tratamento domiciliar”, contou.

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