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    Humaitá


    Interdição do Porto de Humaitá após acidente prejudica comércio

    Após duas semanas do incidente ainda não há previsão de retorno do funcionamento do espaço

     

    | Foto: Divulgação

    Após duas semanas do acidente, que deixou o Porto de Humaitá interditado, ainda não há previsão de retorno no funcionamento do espaço. A interdição está prejudicando o desenvolvimento do comercio no município, localizado a 560 km da capital amazonense.

    O acidente ocorreu no dia 21 de janeiro, por volta as 19h30, quando uma balsa carregada de brita que estava à deriva no Rio Madeira atingiu a estrutura. O impacto arrebentou os cabos de sustentação de um segundo flutuante, sistemas de articulação, amarração e fundeio da IP4, onde fica a ponte, comprometendo a estrutura.

    Moradores preocupados 

    Por ser um dos principais meios de transporte da cidade, o incidente causou preocupação entre moradores devido a pandemia de covid-19.  No entanto, de acordo com a secretária de saúde do município, Patrícia Nascimento, a interdição do porto não afetará os trabalhos de atendimento aos moradores das comunidades rurais.

    “Toda a nossa demanda de frete, no caso de saúde, recebemos por via aérea de Porto Velho-Humaitá, assim como as estradas”, afirma. Os insumos recebidos de Manaus estão sendo levados pela BR-319 e o atendimento de ribeirinhos com a doença tem sido feito com lanchas em cinco equipes de pontos de apoio.

    Comércio afetado 

    Apesar de a área de saúde não ter sido afetada pelo incidente, comerciantes locais sofrem com novas dificuldades para o desembarque de seus produtos. A produtora Maria do Carmo, trabalha com a plantação e venda de hortaliças e diversas frutas na cidade há anos. Ela contou ao Portal EM TEMPO que está exausta por ter de levar os produtos para outro ponto de desembarque.

    “Antes, a gente encostava o nosso barco na balsa e só levantava as coisas para colocar em cima da balsa. Agora precisamos carregar tudo para outro porto, onde o caminhão está, na balsa da travessa do rio Madeira”, conta.

    A produtora afirma que a situação se torna pior, pois ainda sofrem com os impactos econômicos da pandemia com a ausência de feiras e grandes movimentações de pessoas.

    “Isso é nossa vida e agora está muito mais difícil”, relata ao relembrar que ainda não possuem previsão de retorno de atividades no Porto.

    DNIT

    Após o incidente, uma equipe técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foi enviada para a IP4 de Humaitá, isolou a área e interditou toda a operação aquaviária do local.

    Segundo o órgão, mesmo mais de duas semanas depois do incidente “a Autarquia trabalha para a abertura de um processo licitatório para o içamento da ponte submersa no Rio Madeira, reparo e instalação das estruturas navais da IP4”.

    Em retorno ao contato feito pela equipe do EM TEMPO na terça-feira (2), o DNIT informou que trabalha para retornar as atividades no porto de forma mais breve possível, com segurança ao patrimônio público e da população.

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