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    UGPE apresenta ao BID estudos sobre resíduos sólidos de Parintins

    Os subcoordenadores das áreas de engenharia, ambiental, planejamento e social, percorreram os municípios de Parintins, Coari, Iranduba, além da capital, Manaus

     

    Os subcoordenadores da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), apresentaram, nesta semana, por meio de videoconferência
    Os subcoordenadores da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), apresentaram, nesta semana, por meio de videoconferência | Foto: (Divulgação)

    Os subcoordenadores da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), apresentaram, nesta semana, por meio de videoconferência, os estudos de alternativas para a disposição dos resíduos sólidos no município de Parintins, aos especialistas das áreas de saneamento, engenharia e economia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

    Anunciados pelo governador Wilson Lima em junho de 2019, os estudos para concepção de um novo programa nos moldes do Prosamim, em áreas de risco da capital e do interior do estado, vêm sendo realizados pela UGPE, que é o órgão responsável pela concepção, execução e fiscalização das intervenções do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

    Os estudos seguem 3 etapas. A primeira fase contempla missões de reconhecimento de campo para elaboração dos possíveis diagnósticos, para posteriormente realizar-se os estudos das alternativas e chegar a uma conclusão, analisando o melhor custo benefício.

    Os subcoordenadores das áreas de engenharia, ambiental, planejamento e social, percorreram os municípios de Parintins, Coari, Iranduba, além da capital, Manaus, em missões de reconhecimento de campo, desde janeiro de 2020.

    Solução para resíduos

    O subcoordenador ambiental da UGPE, engenheiro florestal, Otacílio Cardoso, ressalta que, observando características da cidade de Parintins, no que diz respeito à limitação de áreas para a instalação de técnicas convencionais, e com o objetivo de atender as normas do Conama 04/1995, que dizem respeito à segurança aviária, a pirólise foi a alternativa que mais se demonstrou vantajosa, ambiental e economicamente, para o município.

    Na pirólise os resíduos sólidos são submetidos a queima com baixo teor ou nenhum oxigênio, a temperaturas que podem chegar a 1.000°C. Ao contrário da incineração, a pirólise não libera na atmosfera gases tóxicos associados à queima de oxigênio, uma vez que a decomposição térmica ocorre na ausência ou com pouco oxigênio.

    “Nós estamos felizes por ter encontrado, dentro do país, a prática de sucesso desse tipo de atividade para destinação dos resíduos sólidos vai trazer uma importante contribuição para o município nesse sentido”, afirmou o engenheiro.

    O subcoordenador de Planejamento da UGPE, Leonardo Barbosa, ressaltou que a apresentação oportunizou ao corpo técnico da UGPE demonstrar aos especialistas do BID, um diagnóstico específico da disposição de resíduos sólidos em Parintins, que atualmente se utiliza de um lixão nas proximidades do aeroporto, e a alternativa apresentada considerando as peculiaridades do município, tais como a característica geográfica, pois sendo uma ilha o custo de logística inviabiliza o transporte para fora da ilha.

    A problemática do lixão impacta, inclusive, o potencial turístico do município, haja vista as dificuldades de operação no aeroporto em função das aves que rondam o lixão, localizado ao lado.

    O coordenador executivo da UGPE, engenheiro civil Marcellus Campêlo, afirmou que o banco sempre trabalha em conjunto com o Governo do Estado no desenvolvimento das soluções propostas nos programas que executa.

    *Com informações da assessoria