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    Tratamento


    Covid-19: Capacete Elmo é utilizado em unidades da SES-AM

    Maternidade Ana Braga passa a contar com o equipamento de respiração não invasiva, desenvolvido por pesquisadores da Escola de Saúde Pública do Ceará

     

    Capacete Elmo é um equipamento de respiração não invasiva.
    Capacete Elmo é um equipamento de respiração não invasiva. | Foto: Lucas Silva/Secom

    A maternidade Ana Braga é uma das unidades da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) que receberam, na última semana, o Capacete Elmo, equipamento de respiração não invasiva para utilização em pacientes com novo coronavírus (Covid-19) ou qualquer infecção respiratória. O capacete foi desenvolvido por pesquisadores da Escola de Saúde Pública do Ceará e doado ao Amazonas.

    Quarenta exemplares do equipamento foram enviados a unidades da rede estadual de Saúde do Amazonas pelo Governo do Ceará e estão sendo distribuídos entre dez hospitais que fazem atendimento de pacientes com o novo coronavírus. O Hospital Militar de Manaus também foi contemplado com Capacetes Elmos.

    No início do mês, profissionais dessas unidades participaram do treinamento para o manuseio do Capacete Elmo e serão multiplicadores nos hospitais onde os equipamentos serão utilizados. Estão sendo capacitados profissionais médicos, enfermeiros e fisioterapeutas.

     

    Quarenta exemplares do equipamento foram enviados ao Amazonas pelo Governo do Ceará
    Quarenta exemplares do equipamento foram enviados ao Amazonas pelo Governo do Ceará | Foto: Lucas Silva/Secom

    “O Capacete Elmo é uma criação genuinamente brasileira. Foi inventado, foi criado por pesquisadores do Ceará, e agora estamos sendo contemplados no Amazonas, com o recebimento, na rede pública, de algumas unidades”, disse a fisioterapeuta da maternidade Ana Braga, Joelma Barbosa.

    Experiência

    Vinda de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), a agente comunitária de saúde, Jaqueline Moreira da Silva, está internada há 22 dias na maternidade e passou pela experiência da utilização do equipamento. “Logo no início deu um medo, mas depois pude ver que eu consegui respirar bem melhor do que estava”, afirmou. 

    A paciente conta que teve todos os sintomas da Covid-19 e um comprometimento de, aproximadamente, 80% dos pulmões. “Não vejo a hora de estar com meu filho”, contou Jaqueline, que aguarda a alta médica.

    De acordo com Joelma Barbosa, o equipamento é utilizado em pacientes que poderiam evoluir para uma possível intubação. “A gente precisa observar alguns parâmetros. Se é um paciente que está bem orientado, se é um paciente que é colaborativo e se é um paciente que não está tendo falha de ventilação não invasiva”, explicou a fisioterapeuta.

    Além da Covid-19, o capacete é indicado para pacientes com infecções respiratórias como pneumonia, asma, bronquite ou que esteja em risco de evoluir para uma insuficiência respiratória, por conta da infecção.

    Hospitais contemplados

    O Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto e o Instituto da Mulher Dona Lindu também já contam com quatro unidades do equipamento, que será utilizado conforme a necessidade dos pacientes.

    O HPS João Lúcio; HPS Platão Araújo; Hospital Nilton Lins; Hospital Delphina Aziz; Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV); Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD); e Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) devem começar a usar o capacete nos próximos dias.

    *Com informações da assessoria. 

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