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    Amazonas


    Fábrica que poluía lago de Manaus é multada em mais de R$ 300 mil

    Analistas ambientais do órgão estiveram no Lago da Colônia para averiguar a situação

     

    Para chegar à área, é necessário ter acesso a um flutuante na margem do Lago da Colônia e fazer a travessia por voadeira.
    Para chegar à área, é necessário ter acesso a um flutuante na margem do Lago da Colônia e fazer a travessia por voadeira. | Foto: Divulgação/Ipaam

    Manaus (AM) - Analistas ambientais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizaram uma fiscalização para averiguar o descarte de resíduos no Lago da Colônia, no bairro Colônia Antônio Aleixo, na zona Leste de Manaus, após denúncias feitas por meio de redes sociais.

    Os moradores afirmam que o acesso ao local poluído é complicado devido à mata de igapó, predominante na localidade. Para chegar à área, é necessário ter acesso a um flutuante na margem do Lago da Colônia e fazer a travessia por voadeira.

    De acordo com o analista ambiental, Diógenes Rabelo, os materiais avistados nas águas do lago fortalecem os indícios de derramamento de efluentes industriais do processo produtivo de uma fábrica localizada nas adjacências do Lago da Colônia.

    “O material orgânico em decomposição trata-se de lodo de material fibroso. Esse lodo está sedimentado no fundo da coleção hídrica, e a decomposição orgânica com formação de gases retorna com esse material [o lodo] para a superfície das águas. Essas questões reforçam as evidências de descarte de efluentes com alto teor de lodo compatível com a reciclagem de papel e papelão, atividade exercida pela fábrica próxima ao lago”, afirma Rabelo.  

    A Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) do Ipaam expediu multa no valor de R$ 200.000 e embargou a atividade de reciclagem de papel e papelão da fábrica.

    “As atividades da fábrica devem ficar paralisadas até o cumprimento das medidas administrativas impostas pelo Ipaam”, declara o responsável pela Gefa, Raimundo Chuvas.

     

     

    | Foto: Divulgação/Ipaam

    Mais fiscalizações

    No dia 29 de março deste ano, durante uma das fiscalizações realizadas pela equipe de analistas ambientais da Gefa, foram constatadas outras poluições: de solo e atmosférica.

    “Antes de constatarmos a poluição hídrica, tomamos conhecimento da presença de poluição atmosférica, que causava desconforto respiratório nos moradores de áreas adjacentes à fábrica” afirmou Chuvas.

    A fábrica também não estava atendendo às legislações vigentes acerca de resíduos não tratados em solo. Por ambas as atividades, a fábrica foi multada. O total de multas aplicadas é de R$ 330.000.

    *Em Tempo com informações da assessoria

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