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    'Manaus é a única do Brasil que vacinou jovens de 18 anos', diz David

    David Almeida também mostrou à imprensa internacional que Manaus já tem quase 100% da população com mais de 60 anos vacinada com a primeira dose do imunizante

     

    Prefeito de Manaus conversou com a imprensa internacional
    Prefeito de Manaus conversou com a imprensa internacional | Foto: Divulgação

    MANAUS - O prefeito de Manaus, David Almeida, voltou a defender a necessidade de o governo federal acelerar a distribuição de novas doses das vacinas contra a Covid-19, para que os municípios possam avançar na imunização da população brasileira. A declaração foi feita na tarde deste domingo (11), aos jornalistas das redes de comunicação norte-americana "Public Broadcasting Service" (PBS-TV) e "The New York Times".

    David mostrou à imprensa internacional que Manaus já tem quase 100% da população com mais de 60 anos vacinada com a primeira dose do imunizante e enfatizou o fato da Campanha de Vacinação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), contemplar, a partir desta segunda-feira (12), as pessoas de 55 a 59 anos com qualquer comorbidade, com a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

    "Por várias semanas, Manaus liderou o ranking das capitais que mais vacinaram proporcionalmente. Somos a primeira cidade do país a iniciar a vacinação das pessoas com 18 anos. Nosso processo de imunização foi elogiado e virou referência para outros municípios. Tudo isso prova que estamos no caminho certo. Precisamos manter o distanciamento social e vacinar. Só assim vamos vencer essa pandemia", afirmou David.

     

     

    Prefeito de Manaus David Almeida
    Prefeito de Manaus David Almeida | Foto: Divulgação

    Distanciamento social

    Ao ser questionado sobre o pico da doença que atingiu Manaus no início deste ano, David Almeida enfatizou que um dos principais motivos que contribuíram para a propagação do novo coronavírus foi a pouca adesão que os decretos de distanciamento tiveram na cidade, principalmente durante as festas de fim de ano.

     "As pessoas não aderiram aos decretos de distanciamento. O que aconteceu foi que no final do ano passado, questões políticas atrapalharam muito o combate à Covid-19. A desobediência civil aos decretos instituídos pelo governo do Estado, de distanciamento, influenciou no agravamento da doença no Estado e pagamos um preço muito caro, muito dolorido, com o avanço da segunda onda de novos casos", ressaltou Almeida.

    Outro ponto discutido durante a entrevista foi o isolamento geográfico de Manaus, em relação ao resto do país. 

    "Esse vírus colocou de joelhos todo o sistema de saúde do mundo e aqui se agravou muito em função da nossa distância. Somos uma cidade dentro de uma floresta e isso dificulta devido a nossa geografia e a distância dos grandes centros do nosso país. Temos que obedecer a ciência, as orientações médicas, para que possamos diminuir essa proliferação", disse o prefeito.

     

    *Com informações da assessoria 

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