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    Solidariedade


    Lar Batista Janell Doyle intensifica pedidos por doações

    Empresa de engenharia é uma das poucas que manteve o auxílio

     

    As organizações sem fins lucrativos receberam o impacto em forma de diminuição da entrada de recursos, que em alguns casos, chegou a mais de 30%
    As organizações sem fins lucrativos receberam o impacto em forma de diminuição da entrada de recursos, que em alguns casos, chegou a mais de 30% | Foto: Divulgação

    Manaus - A pandemia, além dos sérios problemas de saúde causados pelo novo coronavírus, ocasionou situações paralelas que desestabilizaram a economia. As restrições ao funcionamento das empresas afetaram duramente o caixa. A baixa de recursos levou ao corte de despesas, demissões e interrupção de doações. As organizações sem fins lucrativos receberam o impacto em forma de diminuição da entrada de recursos, que em alguns casos, chegou a mais de 30%.

    O Lar Batista Janell Doyle, inaugurado em 1996, sentiu o impacto da redução significativa tanto das doações de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas desde o ano passado. A entidade beneficente, filiada à Convenção Batista do Amazonas, tem lutado para conseguir o mínimo a fim de não deixar de acolher crianças e adolescentes em situação de risco e não paralisar o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para as famílias da comunidade do Mauazinho.

    De acordo com a direção da entidade, durante a pandemia, as doações diminuíram cerca de 40%, concentradas basicamente em pessoas físicas, e que o abrigo conseguiu se manter, principalmente, graças a projeto sociais, emendas parlamentares e empresas que doaram cestas básicas e kits de higiene. 

    “No início da pandemia recebemos muitos pedidos de socorro e o abrigo conseguiu manter o seu trabalho ativo entregando cestas básicas e kits de higiene para a comunidade. Famílias que estavam sendo formadas foram beneficiadas com a fábrica de enxoval e outras foram abraçadas pelos serviços sócio assistenciais”, informa a diretora Magaly Araújo

     

    Construtora manteve o auxílio

    A RD Engenharia, empresa do ramo de construção e imobiliário, manteve as doações financeiras que realiza há 10 anos para o abrigo, mesmo com a ameaça que a pandemia representou para os negócios.

    “No momento em que mais as crianças e jovens precisavam do nosso apoio, não era possível recuar. Continuamos ofertando os recursos porque entendemos que o amanhã se constrói hoje desde que cada um assuma a responsabilidade com o seu próximo”, posicionou-se o CEO da RD, empresário Romero Reis.

     

    Além da ajuda financeira, a empresa colocou-se à disposição da entidade para solucionar questões relativas a sua área de atuação. “A parceria firmou-se todos esses anos através de recursos financeiros e, em vários momentos, eles nos estenderam as mãos com recursos materiais e serviços”, relembrou Magaly.

    No ano passado, a construtora reformou várias estruturas do abrigo. Colocou novas calhas e telhados galvanizados. A ação, que até então seria corretiva, acabou se tornando uma reforma significativa para o conforto e segurança dos abrigados e funcionários da entidade.

    “É muito importante a parte social dentro de uma empresa. Quando patrões e empregados se sensibilizam e se unem para ajudar ao próximo, todos ganham. Nós vivemos de doações, só conseguimos levar a obra adiante se tivermos apoio financeiro”, declarou Shirley Fontenelle, secretária do abrigo.

     

    O Lar Batista Janell Doyle, que atua há 24 anos no Estado do Amazonas, funciona com quatro tipos de serviços, sendo eles:

    1) ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL – Acolhimento de crianças e adolescentes, de 0 à 18 anos, incompletos, em situação de risco social;

    2) SCFV – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vinculo – atendendo em média 150 famílias do bairro Mauazinho, oferecendo acompanhamento nutricional, palestras educativas, cursos e oficinas profissionalizantes, fábrica de enxoval para grávidas adolescente da comunidade, aulas de espanhol, artesanato e reforço escolar para cerca de 80 crianças;

    3) REAME – Serviço de Abordagem Social – Identificação e acompanhamento de indivíduos e famílias em situação de risco pessoal e social como, moradia e/ou situação de rua, trabalho infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes, ou uso abusivo de álcool e outras drogas, garantido atenção às necessidades imediatas, incluindo-as na Rede de Serviços Socioassistenciais;

    4) FAMÍLIA ACOLHEDORA - É uma modalidade também conhecida como guarda subsidiada, pela qual as famílias recebem em casa crianças e adolescentes afastados da família de origem. As famílias acolhedoras são parceiras do sistema de atendimento e auxiliam na preparação para o retorno à família biológica ou para a adoção. Cada família abriga por vez, uma criança ou um adolescente exceto quando se tratam de irmãos.

    A coordenação do abrigo faz um apelo à sociedade amazonense. “O trabalho ainda não acabou. Continuamos precisando de doações de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, roupas, sapatos e móveis. Estamos todos os dias nas ruas e becos realizando visitas e atendendo às necessidades imediatas das famílias. Os nossos recursos não são como o amor, eles acabam”, explicou Magaly.

    Seja um doador

    BRADESCO

    Agência: 1999

    Conta: 25467-3

    Chave Pix: [email protected]

    BANCO DO BRASIL

    Agência: 1208-4

    Conta: 67368-4

    Chave Pix: 63692354000164

    CNPJ 63.692354/0001-64 – LAR BATISTA JANELL DOYLE


    *Com informações da assessoria


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