Fonte: OpenWeather

    Alagação


    Em Manaus, moradores do Parque Riachuello 2 sofrem com alagações

    Há 17 anos, os comunitários convivem com o problema e correm risco de ser picados por cobras

     

    Moradores do Pq. Riachuello II, Zona Oeste de Manaus, sofrem com alagação constante em igarapé
    Moradores do Pq. Riachuello II, Zona Oeste de Manaus, sofrem com alagação constante em igarapé | Foto: Carlos Araújo

    MANAUS - Moradores da avenida Flor de Santa Rita, na comunidade Parque Riachuello II, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, sofrem com as alagações causadas por um igarapé, devido às fortes chuvas.

    Segundo os comunitários, móveis, eletrodomésticos e roupas são perdidos constantemente e eles precisam de serviços de infraestrutura no local.

     

    Enedina Santana, aposentada, teme pela segurança dos netos
    Enedina Santana, aposentada, teme pela segurança dos netos | Foto: Divulgação

    “Perdemos tudo. Toda vez que a chuva vem leva nossas coisas e como é que a gente vai ficar? Ninguém consegue nem atravessar e até uma mesa de madeira saiu flutuando ”, desabafa a aposentada Enedina Santana, 70 anos.

     

    Com cinco netos, ela espera que o poder público possa fazer alguma coisa pelos moradores da área, como enviar uma draga.

    “Nós estamos numa pior e passando necessidade por causa da pandemia e gostaria muito que o prefeito olhasse a nossa situação”, disse.

     

    Enedina e seus cinco netos
    Enedina e seus cinco netos | Foto: Carlos Araújo

    A autônoma Jéssica Barbosa, de 30 anos, é outra que convive com o problema e relata que os moradores até conseguiram a máquina para aliviar a situação, mas o serviço não teve condições de continuar.

    “Há 17 anos que eu moro na localidade e é essa burocracia. Ele vem com uma draga, mas ela vai embora e não termina o serviço. Esses dias abriram um pouco o igarapé, porém já foram”, conta.

     

    Ainda de acordo com a moradora, até seu guarda-roupa foi perdido com a última alagação. “Quando eu fui ver a água já estava batendo na altura do nosso peito. Joguei ele em cima de uma cama, mas não teve mais jeito”, fala.

     

    Jéssica Barbosa, autônoma, vive perdendo seus imóveis
    Jéssica Barbosa, autônoma, vive perdendo seus imóveis | Foto: Carlos Araújo

    Com a pá na cobra

    Com as alagações, animais peçonhentos como cobras, por exemplo, acabam entrando na casa dos moradores e ameaçam a vida de crianças.

    “Minha vizinha me chamou porque o animal já estava dentro da casa dela. Vim correndo, em desespero, com uma pá e taquei na cabeça do bicho”, disse Jéssica Barbosa.

     

     

    Santana Assis, dona de casa, teme que cobras piquem seus filhos
    Santana Assis, dona de casa, teme que cobras piquem seus filhos | Foto: Carlos Araújo

    A dona de casa, Santana Assis, 40, afirma que vive em estado de pânico, com medo que seus filhos sejam picados por alguma serpente.

    “Quem passa mais mal é eu. E eu não durmo de noite, fico olhando para os lados, com medo da cobra ferrar meus filhos. E hoje tinha uma 'cobrona' que ia pegando meu sobrinho, aqui, na minha cozinha. É cobra, um monte de bicho aparece. Fico sem paz e não durmo de noite, com medo”, explica.

    Prefeitura promete resolver o problema

    Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que a dragagem de igarapés necessita de autorizações ambientais cedidas por órgãos fiscalizadores.

    “Visto que este serviço não foi realizado no período correto pela última administração, que é no verão, esta semana a secretaria se reuniu com membros do IPAAM para acelerar o processo burocrático para a liberação deste tipo de intervenção. Tão logo for autorizada, a secretaria irá incluir o local para a realização do serviço”, informou a pasta.

     

    A administração municipal também afirma que vai obedecer às diretrizes de respeito ao meio ambiente, “mas também garantindo infraestrutura para a população”. 

    Doações

    Após as inúmeras perdas com as alagações, toda ajuda é bem-vinda aos moradores da área. Doações de alimentos, roupas, madeira e eletrodomésticos são necessárias, já que muitos são autônomos e não podem trabalhar de forma plena, por causa dos riscos da pandemia.

    “Eu preciso de uma porta, por exemplo, já que ela foi destruída pela água. Roupas de crianças e alimentos também. Estamos passando necessidade, pelo amor de Deus”, afirma Santana Assis.

    Interessados em ajudar, podem entrar em contato pelos números:

    (92) 99218 – 6540/Adriana Silva

    (92) 99356 – 8473/Jéssica Barbosa

    Veja a live do Portal Em Tempo:

    Veja um vídeo feito por uma moradora quando o igarapé alaga: 

    | Autor: Reprodução
     

    Leia mais: 

    Vítimas de alagação do São Lázaro recebem assistência da Prefeitura

    Prefeitura diz atuar em mais 40 obras de drenagem em Manaus

    Manaus terá Comitê de Pronta-Resposta e Plano de Ações Emergenciais