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    Amazonas


    No Amazonas projeto doa sete toneladas de alimentos a carentes

    A ação faz parte do projeto “ADS Solidária” que integra a política de enfrentamento aos efeitos da pandemia a populações vulneráveis no AM

     

    | Foto: Miguel Almeida e Kerolyn Leigue

    Manaus (AM) - Após o cenário de carência alimentar se agravar com a pandemia no Amazonas, populações vulneráveis do Estado foram atendidas com sete toneladas de frutas, verduras, legumes e alimentos prontos para 20 entidades socioassistenciais. As entregas aconteceram entre a quinta (22) e esta segunda-feira (26), como parte do projeto “ADS Solidária”, iniciativa criada pelo governador Wilson Lima e gerenciada pela secretaria Alessandra Campêlo.

    A iniciativa integra a política de enfrentamento aos efeitos sociais e econômicos da pandemia da Covid-19.

    O programa consiste no repasse às secretarias da área social de alimentos comprados de produtores rurais dos municípios, além de itens prontos adquiridos diretamente dos feirantes cadastrados nas Feiras de Produtos Regionais da ADS.

    Os órgãos fazem os donativos chegarem à ponta, entregando os itens aos moradores cadastrados nas comunidades.“Essa é mais uma iniciativa importante com a segurança  alimentar das famílias mais vulneráveis”, destaca a secretária Alessandra Campêlo.

     

    Os órgãos fazem os donativos chegarem à ponta, entregando os itens aos moradores cadastrados nas comunidades.
    Os órgãos fazem os donativos chegarem à ponta, entregando os itens aos moradores cadastrados nas comunidades. | Foto: Miguel Almeida e Kerolyn Leigue

    Balanço

    Somente no levantamento divulgado com a somatória de quinta a segunda-feira, a Seas repassou em torno de sete toneladas de alimentos para 20 instituições, entre as quais estão Associação dos Moradores do Parque Santa Etelvina, Associação dos Moradores do Aleixo, Associação Mãos Amigas (Jorge Teixeira), Clube de Mães do Manoa, Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Coroado (CDCC), Fazenda Esperança e Instituto Abílio Pontes.

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    Fome no Brasil

    O cenário de fome no Brasil se agravou com a pandemia. A necessidade de aderir ao lockdown para conter a disseminação do vírus aumentou o número de desempregados no país.

    A diminuição do auxílio emergencial acentuou ainda mais a crise socioeconômica. Segundo levantamento do Datafolha, 46% dos brasileiros alegam queda de renda familiar no último ano.

    A fome atinge cerca de 10,3 milhões de pessoas, e cerca de 4,7 milhões de crianças e adolescentes estão em situações de extrema vulnerabilidade e sequer têm condições de se alimentarem diariamente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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