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    História sem fim


    Vídeo: população relata assaltos em ônibus no Centro de Manaus

    Praça da Matriz e rua Epaminondas são os pontos com maior queixa dos usuários do transporte coletivo de Manaus

     

    Rua Epaminondas, Centro de Manaus, onde as reclamações de assaltos são uma antiga problema enfrentado pela população.
    Rua Epaminondas, Centro de Manaus, onde as reclamações de assaltos são uma antiga problema enfrentado pela população. | Foto: Carlos Araújo

    Manaus - Dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), apontam que, somente em janeiro deste ano, foram registrados 164 assaltos dentro de transportes coletivos da capital amazonense.

    Os números preocupam a população, que mesmo com as ações das forças de segurança, convivem com o medo ao utilizar, por exemplo, as paradas de ônibus da rua Epaminondas ou na Praça da Matriz, localizadas no Centro de Manaus, na chamada “hora de pico”. 

    Reclamações

     

    Wagner Santos, carpinteiro, sofreu assalto dentro do coletivo.
    Wagner Santos, carpinteiro, sofreu assalto dentro do coletivo. | Foto: Carlos Araújo

    O carpinteiro Wagner Santos, 37, utiliza a parada de ônibus da rua Epaminondas, no fim da tarde, após o trabalho. Ele conta que, recentemente, enfrentou uma situação muito complicada no transporte coletivo.

    “Essa semana fomos assaltados dentro do ônibus. Três rapazes entraram armados, renderam todo mundo e fomos obrigados a deitar no chão. Pegaram as carteiras do pessoal, levaram tudo. Todo dia pego ônibus na parada da Epaminondas. Precisamos de segurança”, disse Wagner ao Portal EM TEMPO.

     

     

    Estela Souza, dona de casa, pede mais policiamento na área.
    Estela Souza, dona de casa, pede mais policiamento na área. | Foto: Carlos Araújo

    Para a dona de casa Estela Souza, 40, o problema é antigo e precisa ser resolvido. “Isso não é de hoje. O que que falta é fiscalização e mais policiamento. Às vezes, as próprias pessoas que trabalham no local ajudam estes pilantras, pois não denunciam, por medo de represálias”, afirma. 

     

    Fred da Silva, autônomo, já foi assaltado 04 vezes.
    Fred da Silva, autônomo, já foi assaltado 04 vezes. | Foto: Carlos Araújo

    Fred da Silva, 36, autônomo, diz que convive com o medo quando tem que esperar o ônibus. “Já fui assaltado quatro vezes. A primeira vez estava com minha irmã. Na segunda levaram meu celular, a bolsa e me bateram com dois tapas e um chute. Eu nem cheguei a reagir, pois estavam armados”, desabafa.

     

    Giselle Albuquerque, consultora financeira, já presenciou vários assaltos.
    Giselle Albuquerque, consultora financeira, já presenciou vários assaltos. | Foto: Carlos Araújo

    A consultora financeira, Giselle Albuquerque, 23, disse que os bandidos aproveitam o horário de “pico” para praticar os assaltos. “Quando estamos subindo no ônibus, eles puxam cordões, celulares, bolsas. Os piores horários são 6h e 17h . Sempre trabalham em dupla, roubam e um vai passando para outro e não são pegos”, conta.   

    Assaltos na Matriz continuam

     

    Walda Chaves, a "Shakira do Amazonas", denuncia ação de bandidos no terminal da Praça da Matriz, Centro da capital.
    Walda Chaves, a "Shakira do Amazonas", denuncia ação de bandidos no terminal da Praça da Matriz, Centro da capital. | Foto: Carlos Araújo

    Outro local onde os usuários do transporte coletivo reclamam de assaltos, constantemente, é na Praça 15 de Novembro, conhecida como Praça da Matriz. Walda Chaves, 46, artista que interpreta a “Shakira do Amazonas, frequenta o local para vender balas, como forma de complementação da renda familiar. Ela diz que está cansada de ser vítima de assaltos e presenciar ações de bandidos, regulamente, no terminal da área.

    “Eles ficam nos cantos de rua dos terminais. Uma moça ia subir no ônibus e puxaram a bolsa dela. Eu saio 4h de casa para trabalhar e todo dia é isso. Uma vez eu estava com uma colega e fomos assaltadas por um cara de moto. Ele colocou a arma na cabeça dela”, falou.

     

    “Shakira” alerta do cuidado que a população precisa ter na área central da cidade e conta que também convive com o medo.

    “A necessidade obriga a gente a trabalhar para ganhar o pão de cada dia. Um dia desses mataram um rapaz, um “saladeiro”, que trabalhava na praça, com sete facadas. As pessoas precisam ter cuidado. Não andem com bolsa solta, celular na mão. Temos a necessidade de mais policiamento”, disse.

     

    "Shakira do Amazonas" acorda 4h para vender balas no local e não aguenta mais conviver com o medo.
    "Shakira do Amazonas" acorda 4h para vender balas no local e não aguenta mais conviver com o medo. | Foto: Carlos Araújo

    Polícia Militar responde reclamações

    Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que "o patrulhamento no Centro de Manaus é realizado por viaturas motorizadas da 24ª Companhia Interativa Comunitária (24ª Cicom). Também são realizados Pontos de Relacionamento Comunitário e Visibilidade (PRCV’s), que são viaturas postas em locais estratégicos, visando ter maior proximidade com os frequentadores do local, além de agilizar o atendimento das ocorrências naquela região, atuando de acordo com o Decreto nº 43.303 de 23 de janeiro de 2021", afirma. 

    Em relação a denúncia dos usuários de transporte coletivo, a Polícia Militar afirma que "o Comando de Policiamento da Área Sul (CPA Sul) informou que sempre as viaturas estão fazendo PRCV’s, não só no bairro em questão, mas, em todos da área, e orienta que as vítimas efetuem o registro no Distrito Integrado de Polícia (DIP) da área, para fins de investigação da polícia judiciária e, com base nas estatísticas, executar ações imediatas, no sentido de coibir os crimes ou ainda nos casos de flagrante do delito acionar pelo 190. O Comando de Policiamento da Área Sul (CPA Sul) informa que o policiamento local será intensificado", explica. 

    Números para denuncia 

    O Comando de Policiamento da Área Sul da Polícia Militar se colocou à disposição da população para atender as denúncias no local e disponibiliza, além do 190 e 181, o  número da Supervisão de Área da 24ª Cicom:  (92) 98842-1548 (24 horas)

    Acompanhe as lives no Centro de Manaus sobre as denúncia de assaltos: 

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