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    Pandemia


    Aumenta número de mortes por Covid-19 nesta semana em Manaus

    Se comparado ao início desta semana, mortes subiram consideravelmente

     

    Mortes reacendem alerta de contaminação em Manaus
    Mortes reacendem alerta de contaminação em Manaus | Foto: Divulgação

    MANAUS - As mortes por complicações da Covid-19 aumentaram 209.9% em Manaus se comparadas às mortes registradas desde o primeiro dia da semana até esta quarta-feira (28). No total, segundo divulgado em boletins emitidos pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), foram registradas 81 mortes. O total de pessoas diagnosticadas com a doença no estado chega a quase 370 mil.

    No domingo (25) e na segunda-feira (26), foram registrados 22 óbitos, sendo 11 em cada dia. Já na terça o número mais que dobrou saltando para 34 mortes. Nesta quarta-feira (28), apesar do número de mortes ter caído para 25, ainda acende um alerta na população manauara sobre a "terceira onda" e o risco de um novo colapso no sistema funerário. 

    Sistema funerário

    Só em janeiro de 2021 foram mais de 3 mil enterros em Manaus. A média de enterros diários chegou a ultrapassar a média de 200 por dia e os aumentos entre cada dia da semana foram acompanhados com desespero e medo pela população. Nos dois primeiros meses de 2021, o Amazonas teve mil mortes a mais do que todo o ano de 2020. Os dados têm como base os boletins diários da FVS-AM. O número geral de enterros cresceu mais de seis vezes neste ano.

    Foi necessário a abertura de uma nova área para sepultamento das vítimas da Covid-19 em dos principais cemitérios da capital, pela falta de espaço dentro do planejado pela prefeitura de Manaus, administradora do local.

    Risco da "Terceira Onda"

    Uma nota técnica do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), realizada por pesquisadores e cientistas do Brasil, publicada no mês de fevereiro, alerta para a terceira onda do coronavírus em maio na capital amazonense, caso medidas mais rígidas de combate à disseminação do vírus não sejam tomadas.

    O estudo sobre a terceira onda foi feito por um modelo conhecido como SEIRS (Suscetíveis – Expostos – Infectados – Recuperados). Estes modelos constituem a ferramenta primária para estudos epidemiológicos de resposta à Covid-19 a nível global, segundo artigos científicos internacionais já publicados.

    Medidas

    Para inibir uma possível "terceira onda" da doença, as autoridades estaduais intensificaram as fiscalizações da Central Integrada de Fiscalização (CIF), combatendo festas clandestinas e aglomerações que representam riscos para transmissão da doença. 

    Bares e restaurantes da praça do conjunto Eldorado, na Zona Centro-Sul, um dos locais mais frequentados em Manaus, chegaram a ser fechados por 15 dias. A medida ocorreu após flagrante de aglomerações no início deste mês que repercutiram de forma nacional. Os estabelecimentos voltaram a funcionar, mas a praça continua interditada. 

    Uma festa clandestina realizada dentro de uma embarcação foi desarticulada pela Polícia Civil do Amazonas no início deste mês, no Rio Negro. 70 pessoas dentre brasileiros e estrangeiros passaram cinco dias navegando pelos rios da Amazônia provocando aglomerações sem o uso da máscara de proteção e realizando paradas em comunidades ribeirinhas e indígenas. 

    Apesar dos índices de contaminação terem baixado na capital, a recomendação é que os cuidados necessários como uso de máscara, álcool em gel e evitar aglomerações devem ser mantidos. 

    "Torcemos para que continue essa estabilização nos números. Nós ainda vivemos sobre o medo do vírus, é importante que a gente continue respeitando as recomendações", destacou o governador Wilson Lima em coletiva de imprensa concedida na terça-feira (27). 

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