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    Enchente


    Amazonas sofrerá "a maior cheia dos últimos 100 anos", alerta governo

    O governador Wilson Lima informou que o fenômeno de 2021 será um dos maiores já vistos no estado

     

    Anamã é o município que preocupa o Estado
    Anamã é o município que preocupa o Estado | Foto: Divulgação

    MANAUS - Com a previsão de 30,00 metros para a cheia do Rio Negro e os danos que a população já vivencia com as enchentes, as autoridades locais começaram a mobilizar ações de contingência. Segundo o Governador Wilson Lima, esta "deve ser a maior enchente em 100 anos”.

    A declaração foi feita durante reunião na Sede do Governo do Amazonas, realizada nesta quinta-feira (6), onde também foi pontuado que os picos das cheias devem ocorrer no final de maio.

      As estimativas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), é que a cota mínima seja de 29,50 m, podendo variar entre 30,00 e a máxima de 30,05 metros, ultrapassando a cheia de 2012, quando a cota do rio atingiu 29,97 metros.  

    “Hoje, 42 municípios estão sendo diretamente afetados pela subida dos rios. Temos um centro de monitoramento que está acompanhando toda essa questão pluviométrica para que o governo e as prefeituras possam tomar as ações iniciais”, informou Wilson Lima. Desde fevereiro, o Governo do Estado está realizando a Operação Enchente, uma série de ações para minimizar o impacto da subida das águas dos rios.

      Além disso, as Defesas Civis dos municípios mais afetadas e em alerta estão sendo orientadas sobre os protocolos que devem ser utilizados para a cheia. Anamã é o município que o governador Wilson Lima destacou com maior preocupação do estado, além da situação nos bairros mais afetados em Manaus, como a região central.  

    “Manaus acaba sendo menos afetada em relação aos municípios do interior, como Anamã, que já está debaixo d’água, mas também carece de uma atenção nossa, principalmente no Centro”, disse.

    A subida do rio deve bater recordes em 2021 e superar outras medidas registradas pelos órgãos responsáveis, acendendo um alerta para a população. Casas suspensas, pontes de madeira construídas onde seriam ruas e prejuízos materiais são realidades para os próximos meses. 

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