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    Poluição


    Ambulantes limpam sujeira deixada por banhistas na Ponte Rio Negro

    Enquanto uns poluem, outros que trabalham na área buscam formas de limpar a sujeira

     

    O vendedor venezuelano Marcos André limpa a sujeira deixada pelos visitantes
    O vendedor venezuelano Marcos André limpa a sujeira deixada pelos visitantes | Foto: Islânia Lima

    Iranduba(AM) - Buscando um local de lazer, amazonenses aproveitam as margens da Ponte Rio Negro para se divertir, mas deixam a área suja com objetos plásticos e outros resíduos.

    Um ponto turístico importante do Amazonas, a ponte Jornalista Phelippe Daou, conhecida como Ponte Rio Negro, que liga a cidade de Manaus aos municípios de Iranduba, Novo Airão e Manacapuru via Rodovia Manoel Urbano (AM-070), tem sido alvo de poluição por parte de banhistas.

    Copos e pratos descartáveis, garrafas, papéis e resíduos em geral estão se acumulando nas margens do rio próximo à ponte. O local ainda é bastante utilizado aos finais de semana pela população para lazer e pescaria, porém está tornando-se um cenário de poluição.

    Responsáveis pela limpeza da área

    Enquanto uns poluem, outros que utilizam a área para trabalhar buscam formas de limpar a sujeira. É o caso do vendedor de refrigerante e água de coco, o venezuelano Marcos André, 24, que fica com o ponto dele na margem esquerda da ponte.

    Com duas sacolas grandes para lixo, o vendedor conta que a única forma de não piorar a situação na localidade é ele mesmo limpando a sujeira deixada pelos visitantes. “Estava desempregado e decidi vir vender na ponte e encontrei essa imagem. Sempre me preocupei com o meio ambiente, por isso escolhi limpar aqui, em vez de brigar com meus clientes”, destacou.

    O venezuelano garante que também aconselha os banhistas e fala da importância de sair da área de preservação e deixar tudo limpo, mas nem sempre ganha atenção.

    Revolta

    A estudante de enfermagem Jéssica Santana, 25, pratica atividades físicas na Ponte Rio Negro pelo menos três vezes por semana e conta que já presenciou também corredores jogando garrafas de água no rio.

    Ela explica que a atitude revolta porque sabe que os rios fazem parte do patrimônio do povo amazonense. “Se não cuidarmos hoje do que é nosso, evitando jogar lixo nos nossos rios, o que será do futuro dos nossos filhos amanhã com tanta sujeira? E os animais como ficam com tanta poluição? É preciso mais consciência por parte do povo! ”, afirmou.

    Em uma das áreas no sentido Manaus-Manacapuru até existe uma placa indicando a necessidade de preservação ao meio ambiente, principalmente porque o espaço é tomado por animais silvestres e por peixes de diversas espécies, mesmo assim é um dos lugares mais sujos.

    A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Iranduba (SEMMADS) garante que faz um trabalho de conscientização no local, visando coibir essa prática. Ainda acrescenta que está programada uma nova ação educativa e uma coleta de lixo.

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