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    Cheia 2021


    Estrada de acesso ao porto de Iranduba correr risco de rompimento

    O Instituto Municipal De Trânsito de Iranduba teme que com o aumento da cheia do Rio Negro a estrada possa romper

     

    O comunicado foi emitido pela prefeitura do município nesta quinta-feira, 20
    O comunicado foi emitido pela prefeitura do município nesta quinta-feira, 20 | Foto: Reprodução/ Foto: Ione Moreno

    Iranduba (AM) - O aumento o nível do Rio Negro tem gerado grandes prejuízos aos municípios do interior do Amazonas. A estrada de acesso ao porto de Iranduba corre risco de rompimento, por conta da cheia, e teve o acesso proibido. 

    Conforme a prefeitura, a cheia está afetando seriamente Iranduba e a estrada que dá acesso ao porto começa a apresentar rachaduras e pode se romper a qualquer momento, o que levou o Instituto Municipal De Trânsito E Transportes (Imtti) anunciar a interdição. 

      Segundo o diretor-presidente do Imtti, engenheiro Gilberto de Deus, a proibição era extremamente necessária para evitar tragédias. O risco de rompimento da pista a qualquer momento, dada a força das águas do Rio Solimões é grande. "O fechamento do acesso, segundo gilberto de deus, é para evitar que uma grande tragédia aconteça, na hipótese de a pista se desmoronar", afirma o engenheiro.  

    Além da interdição da estrada de acesso ao porto, a prefeitura salienta que está terminantemente proibido a movimentação de banhistas no trecho da estrada que está submerso. Iranduba decretou situação de emergência no início do mês de maio.

    Cacau Pirêra 

     No Distrito do Cacau Pirêra, em Iranduba (distante 17km da capital), moradores estão sofrendo com a rapidez desse fenômeno natural.

    As ruas da comunidade estão totalmente alagadas. A Defesa Civil do município iniciou, no dia 7 de maio, a construção das pontes de madeiras para locomoção dos moradores. A equipe do AGORA esteve no local na quarta-feira (11), e constatou que apenas as pontes do lado esquerdo das ruas ficaram prontas.

    Moradora da comunidade há cinco anos, a dona de casa Maria Odete, 62, desabafou sobre o medo de sair de casa.

      “Devido à pandemia, evito sair de casa, mas não tem jeito, preciso ir no supermercado ou na feira e essa água bate no meu tornozelo”, ressaltou.  

    A dona de casa também teme as doenças e micoses trazidas pelas águas. Uma das mais conhecidas é a leptospirose, uma doença causada por uma bactéria presente em urina de animais infectados. Para tentar se proteger, a idosa diz que, às vezes, usa sacos plásticos nos pés, já que não possui condições financeiras para comprar uma bota de proteção.

    Na comunidade, também é comum ver crianças tomando banho nos rios próximos às alagações. De acordo com os moradores, a rua que faz divisa com o Lago do Janauari é o ponto mais crítico da localidade.

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