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    Auxilio emergecial


    Amazonense relata dificuldade para receber auxílio emergencial

    Wanderlucia deixou o filho aos cuidados de uma pessoa da família e após passar a manhã inteira na agência bancária, acabou indo embora sem conseguir receber as duas parcelas em atraso do auxílio emergencial

    Dona de casa Wanderlucia Maia da Silva, de 39 anos, moradora do bairro São Raimundo | Foto: Cesar Gomes

     

    Dona de casa Wanderlucia Maia da Silva, de 39 anos, moradora do bairro São Raimundo
    Dona de casa Wanderlucia Maia da Silva, de 39 anos, moradora do bairro São Raimundo | Foto: Cesar Gomes

    MANAUS - Milhões de brasileiros que atualmente encontram-se desempregados, possuem o Auxílio Emergencial do Governo Federal como única fonte de renda. É o caso da dona de casa Wanderlucia Maia da Silva, de 39 anos, moradora do bairro São Raimundo, Zona Oeste de Manaus. Ela está encontrando dificuldades para receber o benefício. 

    Nesta terça-feira (1°), Wanderlucia que é hipertensa e também tem uma deficiência, denunciou ao Portal Em Tempo, o atendimento da agência da Caixa Econômica Federal, situada no Boulevard Álvaro Maia, no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul. A mulher relatou ter esperado pelo menos três horas na fila e mesmo assim não recebeu atendimento. 

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    O atendimento foi péssimo e apesar de eu estar aqui a quase quatro horas, recebi um não. É uma falta de respeito com o ser humano. Sai de casa e deixei meu filho de um ano e dois meses de idade. Estou dois meses sem receber auxílio emergencial, pois meu aplicativo está bloqueado no celular "

    Wanderlucia Maia, Dona de casa

     

    Para ir até a agência, Wanderlucia deixou o filho aos cuidados de uma pessoa da família e após passar a manhã inteira na agência bancária, acabou indo embora sem conseguir receber as duas parcelas em atraso do auxílio emergencial. 

    "Tenho um filho pequeno que nasceu prematuro e ele toma mingau. É um dinheiro que está fazendo muita falta. Essa é a ajuda que vem na hora certa para nós que estamos sofrendo. Quando eu recebi as outras parcelas, foi uma ajuda  nas  dificuldades com meu filho. Não consegui resolver a situação do meu aplicativo e infelizmente irei voltar para casa sem nenhum centavo", lamentou. 

    A reportagem procurou a gerência da agência Caixa Econômica Federal que se negou a dar esclarecimentos sobre a situação da desempregada. Com a presença da reportagem, um vigilante passou a organizar a fila do lado externo.

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