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    David Almeida pede exército para conter onda de violência em Manaus

    O chefe do Executivo municipal ainda fez um apelo para que a sociedade auxilie os órgãos de controle no combate ao tráfico de drogas

     

    O prefeito de Manaus lamentou os ataques realizados.
    O prefeito de Manaus lamentou os ataques realizados. | Foto: Semcom

    MANAUS -“É lamentável o que está acontecendo na cidade de Manaus. Muitas estruturas estão sendo atacadas. O Estado não pode recuar. O Estado tem que ser firme”. Foi com esse discurso que o prefeito de Manaus, David Almeida se posicionou após uma série de ataques a estruturas municipais em diversos bairros da capital amazonense neste domingo (6).

    Um dos pontos que foi alvo de vandalismo, foi a rotatória Umberto Calderaro Filho, popularmente conhecida como “Bola das Letras”, que danificada quatro dias após a reinauguração.

      O chefe do Executivo municipal ainda defendeu que o Governo do Amazonas solicite junto ao governo federal a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que autoriza o uso das Forças Armadas.  

    David Almeida explicou que, neste domingo, conversou com o comandante Miilitar da Amazônia, general Luís Carlos Gomes Mattos, e com o governador do Amazonas, Wilson Lima, sobre as atitudes que devem ser tomadas pelo poder militar para impedir que os membros desses grupos criminosos continuem depredando e destruindo o patrimônio público, como ônibus, ambulâncias, praças e escolas.

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    Se estão fazendo isso durante a luz do dia, o que pode vir durante a noite, pode ser muito pior. Delegacias já estão sendo atacadas. Temos que invocar a GLO. Está mais do que na hora do Exército entrar nas ruas. Não se pode deixar que os marginais tomem conta. O Estado tem que aplicar mão firme, agir com rigor, para que atitudes como essa não aconteça mais na nossa cidade. (Eles) Foram longe demais. Um abuso extremo que a sociedade não compactua, não aceita. Eu, como prefeito, não vou aceitar isso "

    enfatizou o prefeito, David Almeida

     

     

    Chefe do Executivo municipal ainda defendeu que o Governo do Amazonas solicite junto ao governo federa
    Chefe do Executivo municipal ainda defendeu que o Governo do Amazonas solicite junto ao governo federa | Foto: Semcom

    O chefe do Executivo municipal ainda fez um apelo para que a sociedade auxilie os órgãos de controle no combate ao tráfico de drogas. “Ou a sociedade toma uma atitude para acabar com as drogas ou as drogas vão acabar com à sociedade. Esse é o momento de todos nos unirmos e termos sim a presença do exército nas ruas para colocar esses marginais no lugar deles”, frisou o prefeito.

    Guarda Municipal

    O prefeito de Manaus lamentou os ataques realizados a rotatória Umberto Calderaro Filho, popularmente conhecida como “bola das Letras”, localizada na avenida Theomário Pinto da Costa, conjunto Dom Pedro, bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus, ocorridos apenas quatro dias após a reinauguração, ocorrida na última quarta-feira, 2/6.

    Questionado sobre as atitudes que irá tomar para que outros espaços públicos não sejam depredados, David Almeida reforçou a intenção de armar a Guarda Municipal, dando assim, poder de polícia para os profissionais que fazem a segurança dos espaços públicos.

    “Tínhamos quase que certeza que iriam fazer isso (ataque a Bola das Letras). Vamos armar nossa Guarda Municipal. Só não armamos ainda em função de alguns decretos que impedem a criação de novas estruturas. Eu vou encontrar o caminho necessário, porque se estou com a minha guarda municipal armada aqui, isso não teria acontecido. Isso é lamentável. A sociedade manauara e amazonense não aceita. Nem numa guerra atacam uma ambulância. Esses marginais atacaram a ambulância. Muito ousados. Chega”, enfatizou Almeida.

    Denúncia

    David Almeida pediu para que a população, caso saiba o paradeiro desses criminosos, entre em contato com o 190 e faça a denúncia. “Você que sabe onde esses marginais andam, se rondam a sua rua, ligue para a polícia e denuncie. Essa é a hora de tomarmos uma posição contra esses marginais. Não vamos ficar reféns e a mercê da marginalidade. Nós não vamos parar, nós vamos continuar trabalhando e eu espero que o Estado possa agir com pulso firme, mão firme para coibir esse tipo de ataques”, finalizou.

    *Com informações da assessoria

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