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    Estabilidade


    Rio Negro permanece estável em 30 metros pelo quarto dia consecutivo

    A previsão é que, na próxima semana, comece o processo de vazante, segundo CPRM. Acompanhe, ainda, fatos marcantes do período de cheia, em Manaus

     

    A partir de agora, Serviço Geológico do Brasil, CPRM, acredita que nível do rio Negro vai estabilizar.
    A partir de agora, Serviço Geológico do Brasil, CPRM, acredita que nível do rio Negro vai estabilizar. | Foto: Divulgação

    Manaus - Depois que o Rio Negro atingiu a cota histórica de 30 metros, no último sábado (5), o nível das águas não sobe pelo quarto dia consecutivo. Para o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a partir das próximas semanas, este processo deve entrar numa fase de estabilização.

    A pesquisadora Luna Gripp, responsável pelo sistema de alerta hidrológico do Amazonas, acredita que, observando ao longo das últimas semanas, apenas variações na ordem de um centímetro são registradas.

    “E alguns rios começam a apresentar recessão, variações pequenas. A princípio, o nível do rio começa a apresentar processo de vazante. Tanto subidas, quanto estabilizações e descidas na ordem de um centímetro, estão dentro da nossa margem de erro. Ou seja, esses três processos diferentes indicam que o rio está, praticamente, estável.  Se a gente imagina um rio de 50 metros como é o caso do rio Negro, dizer que ele subiu ou desceu 01 centímetros só, indica que está estável. Isso é muito característico do processo de finalização da enchente. Isso significa que isso representa que o nível do rio não deve voltar a subir ao longo do ano, pelo menos não para esse evento”, disse.

    Também, a partir de agora, segundo a pesquisadora, a expectativa do CPRM é que após a estabilização, o nível dos rios comece a baixar.

    “Essa baixa é sempre gradual e lenta. A probabilidade é que comece a baixar um centímetro por dia, depois dois, depois três, isso vai variando, lentamente. Apesar disso começar na próxima semana é importante ressaltar que a retomada dos processos normais, com os rios voltando para sua calha principal e deixando de ter os impactos que são observados na população, ela vai ser de forma lenta e gradual. Não é de uma hora para outra”, afirma.

    Acompanhe vídeo da pesquisadora sobre o assunto

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    E o "Repiquete”?

    Sobre as especulações da possibilidade de um ‘Repiquete’, quando o nível do rio já está estabilizando e, de repente, retoma o processo de crescimento, como ocorreu em 2009, onde o rio Negro voltou a subir, chegando a terceira maior cheia histórica, com 29 m77 cm, a pesquisadora acredita que há poucas probabilidades para este ano.

    “Se a gente analisa o nível dos rios a montante, mais próximo às cabeceiras, dos municípios, por exemplo, de Tabatinga, de Fonte Boa, já observamos que o nível dos rios vem apresentando redução, já estamos em processo de vazante, então, nada nos indica que teremos um ‘repiquete’. Claro que, a gente falando de evento hidrológico, tudo pode acontecer. Fazemos previsão no que estamos observando, comparado com os dados da série histórica. Então, em caso de possibilidade, qualquer mínimo indício de que ocorra de alguma forma, a gente vai comunicar, continuar apresentando as informações, mas nada indica”, explica.

    Devido as grandes cheias serem associadas a grandes vazantes, Luna Gripp afirma que o que determinará será o comportamento das chuvas nas bacias dos rios Negro, Solimões e Amazonas.

    “Principalmente no mês de julho, agosto e setembro e vamos acompanhando e informando, através dos nossos boletins e vamos informando qualquer mudança no comportamento dos rios”, disse.

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    Cheia histórica

    Esta é a maior cheia registrada até o momento. No dia 1 de junho, o rio Negro ultrapassou a cota de 2012 (29 ,97 metros), chegando a 29, 98 metros. Aos poucos, o nível das águas foi subindo, até chegar aos 30 metros no último sábado (5). É a maior cheia em 119 anos, desde que o monitoramento das águas teve início em 1902.

    O fenômeno da natureza causou prejuízos em 58 dos 62 municípios do Amazonas. Os que não reportaram problemas relacionados devido a cheia foram Presidente Figueiredo, Humaitá, Rio Preto da Eva e Apuí. Mais de 400 mil pessoas foram afetadas, perdendo casas, móveis e eletrodomésticos.  

    Em Manaus, além de vários bairros alagados, o comércio foi prejudicado, principalmente, na área central da cidade. Feirantes da Manaus Moderna estão, temporariamente, na Feira Flutuante, organizada pela Prefeitura da capital. Acompanhe na live: 

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    O Prefeito David Almeida também decretou a “Operação Cheia 2021”, com ações de construção de pontes e marombas por toda cidade, além de auxílios que chegam a R$ 500.

     

    Prefeito David Almeida tomou várias ações, como o auxílios que chegam ao valor de R$: 500,00 para famílias afetadas pela cheia, em Manaus.
    Prefeito David Almeida tomou várias ações, como o auxílios que chegam ao valor de R$: 500,00 para famílias afetadas pela cheia, em Manaus. | Foto: Divulgação

    O Governador Wilson Lima, além do "Auxílio Enchente',  anunciou o repasse de R$ 80 milhões, em parceria com o poder público municipal, para as ações de enfrentamento a cheia e para melhoria da infraestrutura de Manaus. 

     

    Governador Wilson Lima, durante entrega de cartões do auxílio enchente estadual à famílias carentes.
    Governador Wilson Lima, durante entrega de cartões do auxílio enchente estadual à famílias carentes. | Foto: Divulgação

    'Em Tempo' nas comunidades

    A reportagem do Portal Em Tempo acompanhou de perto a situação da população, tanto na capital, como no interior do Estado. No bairro Educandos, zona Sul de Manaus, por exemplo, nossa equipe foi conferir o pedido de socorro de quem perdeu tudo. Acompanhe: 

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    No "Beco do Jacaré", rua Humberto de Campos, bairro São Jorge, zona  Oeste, o 'bicho pegou'. Acompanhe o antes e depois: 

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    Outro exemplo foi no bairro do Lago Azul, zona Norte da cidade, onde moradores do Beco 16 passavam fome por conta da alagação e pandemia

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    No Distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, moradores de ruas como 06 e 09, no bairro Nova Veneza, aguardavam a construção de pontes. Problema resolvido, posteriormente, pela Prefeitura da cidade, as polícias civil e federal. Você recorda? Veja vídeo: 

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    O melhor do Amazonas é o povo

    Em meio aos impactos da cheia, o que não faltou foi a criatividade do povo amazonense, ao se ‘aventurar’ pelas águas. Na Praça da Matriz, Centro da capital, também conhecida como ‘Praça do Relógio’, após a Prefeitura construir marombas e pontes e o local se tornar ponto turístico, o que não faltou foram ‘seres’ folclóricos, se refrescando nas águas. Quem não lembra da ‘Sereia do Amazonas’, do influencer Pablo Lima, que causou alvoroço? Relembre o alvoroço, em nossa live:

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    Até mesmo o ‘Boto’ deu o ar da graça, nas noites de lua cheia da ‘pequena Veneza’ amazonense: 

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    Fotos foi o que não faltou. Muita gente querendo levar uma lembrança para as redes sociais e até concedendo entrevistas sobre o que acha da situação. Você lembra desta live? 

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    Muita gente aproveitou para vender água de coco, perto das pontes montadas na avenida Floriano Peixoto. Você lembra? Confira na live: 

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    No interior, teve até o concurso 'Miss Ponty 2021', em Manacapuru, distante 103 km de Manaus, quando populares utilizaram as pontes construídas em pontos de alagação para realizar um concurso diferente. O vencedor do concurso foi o digital influencer, Dan Lima.  Veja:  

     

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    Defesa Civil barra seres folclóricos

    Depois de tantas ‘aventuras mitológicas’ nas águas da ‘Praça do Relógio’, a Defesa Civil Municipal chegou a colocar óxido de cálcio para diminuir o nível de contaminação da área e pediu que os 'seres folclóricos' de Manaus evitem tomar banho no local. 

     

    Aplicação teve como objetivo diminuir o nível de contaminação e afastar seres folclóricos.
    Aplicação teve como objetivo diminuir o nível de contaminação e afastar seres folclóricos. | Foto: Semcom

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