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    CULTURA


    Cirandas de Manacapuru seguem com atividades paralisadas

    Festival de Ciranda ocorre sempre no último final de semana do mês de agosto em Manacapuru

     

    Festival é responsável por elevar o nome do município e contribuir no turismo local
    Festival é responsável por elevar o nome do município e contribuir no turismo local | Foto: Divulgação

    Manacapuru (AM) - O Festival de Ciranda de Manacapuru é a segunda maior festa folclórica do estado, ocorre há 24 anos e prestigia às três cirandas, Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional. Responsável por elevar o nome do município e contribuir no turismo, economia e cultura da cidade. Devido à pandemia da Covid-19, as agremiações tiveram que repensar o festival e pensar em maneiras de manter a chama cirandeira acesa nos torcedores.

    O festival ocorre sempre no último final de semana de agosto, e atrai muitos turistas, gerando entretenimento na cidade e arredores, além de mobilizar grande parte da população durante todo o ano, visto que são necessários meses de ensaios, confecções de alegorias e indumentárias, criando vagas de emprego e renda.

    Todas as atividades paralisaram na pandemia, inclusive as culturais, especialmente em Manacapuru que foi um dos municípios mais afetados no Amazonas. No entanto, as agremiações têm buscado mecanismos de manter a torcida envolvida e de levar um pouco de alegria e apoio para os torcedores nesse período tão difícil para todos.

    Cirandas

    A presidente da ciranda “Flor Matizada”, Vanessa Mendonça, conta como tem sido difícil para a agremiação por conta da paralisação. “Nossa ideia quanto ciranda é trabalharmos em cima de novos projetos que se encaixe nesse momento, pois acredito que todos os seguimentos foram pegos de surpresa. Diante desse cenário, vimos a necessidade nos reinventarmos, uma vez que sempre movimentamos o galpão com várias atividades socais, os quais paramos totalmente nesse período”, relata.

    Perante todos os percalços, a “Flor Matizada” conseguiu realizar uma live em 2020, e contribui em campanhas para ajudar a comunidade afetada na pandemia.

    O diretor de arte da ciranda “Guerreiros Mura”, Thyago Cavalcante, lamenta as paralisações que afetam a vida dos profissionais que prestam serviços para as cirandas. “Ao contrário do que muitos falam, não é só uma festa, como sabemos, muitos trabalhos esperam todos os anos por esse compromisso para ajudar financeiramente suas vidas, profissionais de dança, músicos, artistas plásticos, costureiras e muitos outros. Seguimos na esperança que essa fase ruim passe e possamos retomar nossas vidas fazendo o que tanto gostamos, que é viver nossa cultura”, afirma.

     

    Agremiações tiveram que repensar o festival e pensar em manter a chama cirandeira acesa
    Agremiações tiveram que repensar o festival e pensar em manter a chama cirandeira acesa | Foto: Divulgação

    Já a “Guerreiros Mura” movimentou a campanha “Guerreiros Solidários” onde arrecadou meia tonelada de alimentos que foram doados a famílias carentes em diversos bairros da cidade.

    O presidente da ciranda “Tradicional”, Magdiel Pinheiro, enfatiza as dificuldades. “Estamos realmente paralisados, sem conseguir realizar nenhuma atividade, mas na esperança de conseguirmos realizar uma live este ano”, desabafa.

    Redes sociais

    O grande admirador das cirandas de Manacapuru, Caio Geovanne, administra uma página dedicada aos três grupos de cirandas, e leva informação a respeito das agremiações, assim como divulga o festival. Ele conta como tem feito para manter a interação com o público. “É necessário resgatar a admiração do público, mas isso precisa ser feito de janeiro a janeiro. Uso a página para divulgar o festival antes e depois da festa, porque vejo isso como uma forma de lembrar nossa linda cultura todos os dias”, explica.

    Caio também fala sobre como utiliza todas as ferramentas da plataforma para gerar conteúdo e interação com o público. “Em 2020, o que restou foi postar fotos dos antigos festivais, no momento procuro postar vídeos da live das cirandas de 2020, faço brincadeiras através das enquetes, com isso, os torcedores sempre respondem os stories e conversamos muito sobre o festival. Eles demonstram muito interesse por suas, respectivas, cirandas e se mostram ansiosas por lives ou eventos que possam vir acontecer”, pontua.

    Festival virtual

    No próximo dia 29 de junho, as agremiações têm agenda marcada com o Secretário de Cultura do Estado, Marcos Apolo Muniz, para analisarem algum formato de evento que possam realizar, no mês de agosto, por enquanto, as cirandas se preparam para uma possível transmissão ao vivo, assim como ocorreu em 2020.

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