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    Explosão em condomínio


    Vazamento de gás e mangueira imprópria causaram explosão em condomínio

    A explosão no condomínio Verona, em Manaus, destruiu quatro apartamentos, comprometeu outros quatro, matou uma pessoa e feriu outras

     

    O fato aconteceu no fim da tarde do dia 24 de fevereiro deste ano
    O fato aconteceu no fim da tarde do dia 24 de fevereiro deste ano | Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros

    Manaus - Explosões ocasionadas pelo vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, são registradas em todo o mundo e, apesar de casos isolados, demonstra o perigo de má utilização.

    O laudo pericial do Instituto de Criminalística do Amazonas, órgão vinculado ao Departamento de Polícia Técnico-Científica do Amazonas (DPTC), concluiu que um vazamento de gás na conexão de uma mangueira inadequada com o fogão causou a explosão e, por consequência, o incêndio no apartamento 101 do conjunto Verona, bairro Lagoa Azul, na zona norte de Manaus. 

    O fato aconteceu no fim da tarde do dia 24 de fevereiro deste ano. Uma pessoa morreu e seis pessoas ficaram feridas. 

      Segundo o documento, houve uma explosão com princípio de incêndio no imóvel que, provavelmente, teve início na sala e quarto e seguiu para a cozinha.  

    De acordo com a perícia, a ignição tenha sido por meio de um interruptor de luz que - ao ser acionado - provocou a explosão. Porém, não se descarta o acendimento de palito de fósforo ou isqueiro.

    A mangueira de conexão já se encontrava com data de validade vencida, além de não ser apropriada para uso em instalações de gás encanado em espaços pequenos em função das normas e segurança. 

    A explosão comprometeu a estrutura do bloco 65, sendo recomendada a demolição do mesmo. Todos os apartamentos tiveram danos estruturais. O que teve danos mais leves foi o apartamento 202. 

      De modo geral, os mais próximos ao apartamento 101 tiveram suas mobílias danificadas. O local onde foram encontrados os fogões no apartamento 101, do bloco 65, no setor da cozinha apresentava pouca ventilação.  

    O laudo foi encaminhado para o 20º Distrito Integrado de Polícia Civil, onde o inquérito policial sobre o acidente está em curso.

    Vítima

    Com queimaduras em 80% do corpo, o autônomo José Alberto de Sena Santos Júnior, de 42 anos, vítima da explosão, morreu dois dias depois.  

    A vítima chegou a ser socorrida pelas equipes do Corpo de Bombeiros Militar (CBMAM) e encaminhada ao setor de queimados no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Oeste, mas morreu.

    Conforme Jander Rubens, padrasto do autônomo, de 56 anos, José estava dormindo quando as lâmpadas do apartamento da família teriam apresentado falha elétricas, indicando uma possível queda de energia. Ele acordou e foi até a cozinha, onde possivelmente teria acendido o fogão.

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