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    Transporte Alternativo


    "São desrespeitosos": "Amarelinhos" geram reclamações em Manaus

    Alta velocidade, falta de respeito com passageiros e mudança de rota são algumas das reclamações de usuários do transporte alternativo, na zona Leste de Manaus

     

    Ônibus alternativo parado na av. Autaz Mirim, zona Leste.
    Ônibus alternativo parado na av. Autaz Mirim, zona Leste. | Foto: Carlos Araújo

    ManausO transporte alternativo de Manaus é um dos meios mais utilizados por moradores das zonas Norte e Leste de cidade. No entanto, diversas são as reclamações sobre como os condutores que prestam os serviços. Alta velocidade, desrespeito aos idosos e mudança no percurso são algumas das reclamações mais frequentes dos usuários.

    Conforme o autônomo Arlindo Ferreira, 30, anos, morador do bairro São José 1, zona Leste, o que mais preocupa em relação aos 'amarelinhos' é a alta velocidade. 

    "Não são todos, mas a maioria anda na loucura. Passam na frente uns dos outros e até apostando corrida. Só faltamos morrer do coração e nossa vida é posta em risco com uma coisa dessas",  afirma. 

    O autônomo ainda relata que existe muito desrespeito aos idosos. "Nessa velocidade toda, o que mais a gente vê são os idosos se segurando como podem. Os motoristas também não têm paciência de esperar os idosos subirem nos alternativos", desabafa. 

    Uma mulher de 42 anos, que não quis ser identificada, disse que já fez várias vezes a famosa troca de carros por conta da mudança no percurso que os motoristas fazem. "Estamos no meio da viagem e, do nada, o motorista para o carro e manda descerem e pegarem outro veiculo por que vão desviar para outro lugar mais conveniente para eles. Uma falta de respeito muito grande com a gente", diz a mulher.

     

    Wilson Maia desabafa sobre situação que o passageiro é tratado por alguns "Amarelinhos", na zona Leste de Manaus.
    Wilson Maia desabafa sobre situação que o passageiro é tratado por alguns "Amarelinhos", na zona Leste de Manaus. | Foto: Carlos Araújo

    O comerciante, Wilson Maia, trabalha há 40 anos na zona Leste de Manaus, nas proximidades da avenida Autaz Mirim, também conhecida como 'Grande Circular'.  De acordo com ele, o descaso com os moradores do local é constante pela deficiência.

    "Os amarelinhos são bons para o povo da zona Leste, mas tem que ter uma fiscalização mais severa. Dão carro nas mãos de quem não é habilitado para fazer transporte de passageiros. Tem caras que ficam conversando um com outro, passam de três a quatro minutos parados, e os passageiros não podem falar nada. Tem deles, aí, que parece que estão carregando bicho. Para dirigir, você tem que fazer por si e pelos outros", disse.

    Resposta do IMMU

    A equipe de reportagem do Portal Em Tempo entrou em contato com a assessoria do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), mas, até o fechamento da matéria, não tivemos retorno sobre os questionamentos feitos em relação a fiscalização dos "Amarelinhos", na zona Leste de Manaus. Assim que o IMMU responder os questionamentos, a matéria será atualizada. 

    Vale lembrar que o IMMU possui um canal de denuncias para os usuários do transporte coletivo, alternativos, executivos, táxis e mototáxis, o número 118, o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do órgão, que atende de 8h. à 17h, onde as demandas são encaminhadas as empresas e solicitadas as adequações. 

    Acompanhe nossas lives sobre o assunto: 

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