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    Animais peçonhentos


    AM registrou 1.788 ataques de animais peçonhentos em apenas seis meses

    O ataque dos animais, especialmente de cobras e escorpiões, ocorre durante o período de vazante dos rios, quando os animais retornam para o habitat natural

     

    As serpentes representam a maioria dos casos, com 1.271 acidentes notificados
    As serpentes representam a maioria dos casos, com 1.271 acidentes notificados | Foto: Reprodução

    MANAUS (AM) - O Amazonas registrou 1.788 casos de acidentes com animais peçonhentos no período de janeiro a junho deste ano, conforme informações repassadas pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O ataque dos animais, especialmente de cobras e escorpiões, ocorre durante o período de vazante dos rios, quando os animais retornam para o habitat natural.

    Especialistas afirmam que, o período em que o nível do rio baixa, exige ainda mais atenção para o perigo de novos ataques por animais, como cobras e escorpiões, que estão entre os animais envolvidos na maioria dos registros no Amazonas. As serpentes representam a maioria dos casos, com 1.271 acidentes notificados, seguido por escorpiões (285), aranhas (135), abelhas (21) e lagartas (15).

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    Quando o nível do rio desce, esses animais retornam para o habitat natural, apresentando risco de acidentes, principalmente, para população ribeirinha, que precisa reforçar o cuidado nos próximos meses "

    orienta Cristiano Fernandes, diretor-presidente da FVS.

     

    De acordo com a médica veterinária e bióloga, Maria Oliveira, há vários grupos de animais que podem causar acidentes em humanos, cujos tratamentos médicos podem variar. "Em relação principalmente a primeiros socorros, de maneira geral, a melhor coisa é buscar ajuda em um posto médico ou hospital, imediata, que atenda esse tipo de ocorrência", explicou a especialista.

    Segundo a médica veterinária, o grupo de humanos mais vulneráveis a se tornarem vítimas fatais com ataques de animais peçonhentos são as crianças. "As vítimas fatais geralmente ocorrem em casos graves, com crianças ou, no caso de abelhas, por exemplo, por reação alérgica", afirmou

    Casos registrados na capital

    Recentemente, a aparição de animais peçonhentos em Manaus tem virado notícia. No fim de março, por exemplo, uma arraia gigante foi flagrada por um guarda municipal bem próxima a areias da Praia da Ponta Negra. Na época, o espaço estava inutilizado por banhistas, por conta de decretos governamentais que estabelecerem medidas para a contenção da proliferação do novo coronavírus. 

     

    | Foto: Reprodução

    Já no início de abril, Jeferson Cruz de Oliveira, de 27 anos, precisou ser resgatado pelo helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), após ser picado na mão direita por uma cobra venenosa, ao capinar um terreno, na comunidade Novo Canaã, localizada no Km 41 da BR-174, na zona rural de Manaus.

    Além dos agentes da Segurança Pública, dois socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) participaram do resgate, e o levaram a Fundação Tropical, onde recebeu atendimento médico especializado. 

    Prevenção

    As principais maneiras de evitar acidentes com animais peçonhentos durante a vazante dos rios são: utilizar botas, luvas ou sacos plásticos durante a limpeza da casa; retirar lixo e entulho das residências, em que animais podem estar escondidos; cuidado com buracos e tocas; onde serpentes possam estar escondidas; e caso avistar um destes animais, acionar o corpo de bombeiros; evitar ratos e baratas, que podem atrair cobras e escorpiões. 

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