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    Investigação


    Além do tucumã, água também é analisada após surto em Manacapuru

    Além do tucumã, há suspeita de que a água também possa ser uma das causas do surto e amostras já foram coletadas para análises

     

    | Foto: Divulgação

    MANAUS - Após a morte de uma criança de 7 anos e a internação de outras 47 pessoas, o surto da Doença Transmitida por Alimento (DTA), causado suspostamente pelo tucumã em Manacapuru, já é considerado controlado, conforme a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) informou ao Portal Em Tempo.

    As investigações epidemiológicas apontam que 48 pessoas estão envolvidas no surto da doença e que nas últimas 24 horas não teve notificações de novos casos. 

    Além do tucumã, há suspeita de que a água também possa ser uma das causas do surto e amostras já foram coletadas para investigação e foram encaminhadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública da FVS-RCP (Lacen/FVS-RCP). Os resultados só saem após 15 dias da coleta das amostras.

    A Secretaria Municipal de Saúde de Manacapuru (Semsa/Manacapuru) recomendou que a região não comesse o fruto até o fim da investigação.

    Em outros municípios do estado não há indícios de casos de ingestão de tucumã que causou o DTA, assim, não há recomendação da FVS-RCP para não ingestão de tucumã em outras cidades.

    Relembre o surto

    No último dia 14 de julho, foi registrado a morte Kaio Nascimento Maia, de 7 anos, que morreu após ingerir um tucumã, supostamente envenenado. 

    Após o caso, outras 47 pessoas apresentaram os sintomas de diarreia (coloração esverdeada), náuseas, vômito, dor epigástrica intensa e febre após a ingestão do fruto, na mesma região, na comunidade Irapajé, na zona rural de Manacapuru.  Dos 48 envolvidos, 23 pessoas receberam atendimento médico/hospitalar.

    Mesmo com o surto em Manacapuru, os moradores de Manaus não deixaram de consumir o fruto. Eles afirmam que gostam muito do fruto, e apesar do receio, continuaram ingerindo até a FVS-AM não recomendar o consumo. 

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