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    Descaso


    História sem fim: após anos, problema de lixão em Iranduba continua

    Moradores pedem socorro com medo de contaminações. Promessa de aterro sanitário para o local é antiga.

     

    Moradores pedem socorro para resolver a situação do lixão a céu aberto.
    Moradores pedem socorro para resolver a situação do lixão a céu aberto. | Foto: César Gomes

    Iranduba (AM) - Moradores do km 08, que dá acesso ao Lago do Janauari, no município de Iranduba (distante a 27 km de Manaus) reclamam das condições do famoso ‘lixão a céu aberto’ que existe há mais dez anos no local. Eles solicitam providências do poder público municipal em relação a uma definição sobre a situação da área.

    “Temos muito medo de contaminações e outros problemas, principalmente, por causa da pandemia e todos nós estamos fragilizados. Esse lugar há muitos anos é desse jeito e tem todo tipo de coisas aí, até material hospitalar. A gente vê os catadores trabalhando em condições que dá medo pela saúde deles”, disse um morador, de 25 anos, que não quis ser identificado.

     

    Jaieane Freitas, 18 anos, disse não aguentar mais o mau cheiro.
    Jaieane Freitas, 18 anos, disse não aguentar mais o mau cheiro. | Foto: César Gomes

    Moradora da comunidade São José Operário II, que fica no Ramal do Janauari, Jaiane Freitas, 18 anos, disse que o mau cheiro é insuportável.

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    Moro um pouquinho antes [do lixão], aqui nessa comunidade, o cheiro a gente já sente daqui. Tenho pena dos catadores, que trabalham nas piores condições, porque precisam. Gostaria que algo fosse feito com aquele local. Eu cresci vendo essa situação e temos até balneários aqui perto, de turismo. Isso pega muito ruim "

    Jaiane Freitas, 18 anos, Moradora da comunidade São José Operário II

     

     

    Situação do local requer medidas urgentes.
    Situação do local requer medidas urgentes. | Foto: César Gomes

    Outra moradora da área, que também não quis se identificar, falou sobre um equipamento que existe no lixão, mas não foi trocado há seis anos.

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    Tem uma retroescavadeira lá, que tem um tempão, bem uns seis anos e está daquela forma, jogada as traças. A gente pede que algo seja feito porque temos medo de contaminação. Não é que seja grudado nas casas da gente, mas tem alagação, tem mau cheiro, pessoal passa na lama e o fedor sobe. Sem contar que é um ‘cartão postal’ horroroso pra nós. Até a parede desse lixão não tem mais. Está derrubada "

    , relatou a moradora

     

      Além de um local inadequado para receber as toneladas de lixo da cidade, não há preocupação sobre o tipo de lixo jogado no local, há lixo hospitalar, doméstico e produtos tóxicos no meio de toda podridão.  

     

    Conforme os cidadãos da área, a retroescavadeira está há seis anos no local, nestas condições.
    Conforme os cidadãos da área, a retroescavadeira está há seis anos no local, nestas condições. | Foto: César Gomes

    Prefeitura questionada

    Após denúncias dos moradores, a reportagem do AGORA entrou em contato com a Prefeitura de Iranduba. Conforme a assessoria do prefeito Augusto Ferraz (DEM), há um projeto que está sendo preparado para o local. Segundo o órgão municipal, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), de Ambiente e outras pastas, estão em contato com a associação de catadores que atua na área.

    A prefeitura de Iranduba fala sobre realizar um aterro controlado, no intuito de diminuir a questão do lixo, moscas e urubus e apoiar a coleta seletiva para os trabalhadores.

    Sonho de aterro é antigo

    Em 2013, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) chegou a inspecionar a área, que é de preservação ambiental. Na época, a antiga gestão vislumbrou a possibilidade de um aterro controlado para o local, tendo o cuidado com relação as chamadas águas subterrâneas. Porém, os moradores da região só recebem promessas da prefeitura e, em 2021, o problema persiste.

    Acompanhe nossa equipe de reportagem no ramal do Janauari, no lixão: 

    Lixão no ramal do Janauari causa problemas para população, em Iranduba. | Autor: Portal Em Tempo
     

    Acompanhe moradora que fala da situação do lixão: 

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