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    Pé Diabético


    Policlínica registra evasão de pacientes diabéticos em Manaus

    No período correspondente aos primeiros sete meses de 2020, foram registrados 59 pacientes que abandonaram o tratamento por meio do programa

     

    No período correspondente aos primeiros sete meses de 2020, foram registrados 59 pacientes que abandonaram o tratamento por meio do programa.
    No período correspondente aos primeiros sete meses de 2020, foram registrados 59 pacientes que abandonaram o tratamento por meio do programa. | Foto: Secom

    Manaus - O programa "Pé Diabético" da Policlínica Codajás registrou, entre os meses de janeiro e julho deste ano, uma diminuição de 39% na evasão de pacientes, em comparação com o mesmo período em 2020.

    A queda no número de desertores do projeto, que realiza curativos em pacientes com diabetes gratuitamente, veio acompanhada também do aumento no número de altas, que subiu 6% em comparação com os mesmos meses.

    No período correspondente aos primeiros sete meses de 2020, foram registrados 59 pacientes que abandonaram o tratamento por meio do programa. Este ano, o número caiu para 36 evasões. Já o quantitativo de altas teve um leve acréscimo, subindo de 78 para 83 até este momento.

     

    Segundo a enfermeira Hanna Beatriz, os cuidados com os ferimentos em pacientes diabéticos, especialmente na região dos pés, exige uma uma atenção especial.
    Segundo a enfermeira Hanna Beatriz, os cuidados com os ferimentos em pacientes diabéticos, especialmente na região dos pés, exige uma uma atenção especial. | Foto: Secom

    De acordo com a enfermeira da Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas (Segeam) e supervisora do programa, Hanna Beatriz, os cuidados com os ferimentos em pacientes diabéticos, especialmente na região dos pés, exige uma série de cuidados durante e após o período de cicatrização. Esclarecer a importância desses cuidados e fazer um acompanhamento humanizado tem sido fundamental para a melhora dos índices. Além disso, a pandemia da Covid-19 também teve forte influência na evasão ao longo do último ano, avalia a supervisora.

    “São vários fatores. Ano passado a gente lidou com a pandemia, que veio trazendo essa questão do isolamento, então a gente teve um número alto de abandonos que são considerados abandonos, mas são vários fatores que acabam levando a este número alto. Este ano a gente tem buscado muito, realizado a busca ativa desses pacientes para que deem continuidade ao tratamento”, diz Hanna.

    Segundo a gerente de policlínicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Liliana Melo, o programa Pé Diabético também é executado nas policlínicas Danilo Correa, Gilberto Mestrinho, José Lins e Zeno Lanzini.

    Etapas 

     

    Para Ráiner Figueiredo, por meio do programa é possível prestar assistência ao paciente diabético na atenção especializada e em casos de alta complexidade.
    Para Ráiner Figueiredo, por meio do programa é possível prestar assistência ao paciente diabético na atenção especializada e em casos de alta complexidade. | Foto: Secom

    De acordo com o diretor da Policlínica Codajás, o médico Ráiner Figueiredo, por meio do programa é possível prestar assistência ao paciente diabético na atenção especializada e em casos de alta complexidade. Ele explica que o processo se inicia com o encaminhamento obtido pelo paciente em qualquer Unidade Básica de Atendimento (UBS) do estado.

    “Na atenção básica, ele é encaminhado para atenção especializada, que é onde a Policlínica Codajás atua nesse caso. Na atenção especializada, nós atendemos com toda uma equipe multidisciplinar, com vascular, com fisioterapeuta, com nutricionista, com enfermeiro, assistente social e psicólogo”, explicou o diretor da policlínica.

    Paciente 

    O técnico agropecuário Jerry Nogueira participa do projeto há cinco anos. Atualmente ele vinha tratando um ferimento causado na sola do pé e nesta quinta-feira (29/07) recebeu alta médica. Bastante feliz, ele comemora a recuperação e exalta a integração do programa com outros serviços ofertados na policlínica.

    “A questão desse atendimento, desse tratamento aqui, ainda mais que é perto da minha casa, que moro na Raiz, facilita muito a minha vida, atualmente, como diabético. Tem outros atendimentos que tenho aqui e hoje marquei a consulta que pedi justamente para buscar a confecção do sapato para poder usar e evitar de me machucar de novo. Quer dizer, isso é importante para mim, muito importante”, comemora o paciente.

    Acompanhe live sobre o "Pé Diabético" e "Acompanhamento Ortopédico": 

    Conheça o programa “Pé Diabético “ na Policlínica da Codajás - Parte 1 | Autor: Portal Em Tempo
     

    *Com informações da assessoria

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