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    Doença


    FVS investiga 11 casos suspeitos da ‘doença da urina preta’ no AM

    Os pacientes são 7 adultos e 4 crianças, os casos foram atendidos entre os dias 22 e 23 de agosto, no Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara

     

    As causas das internações no Amazonas ainda estão sendo investigadas
    As causas das internações no Amazonas ainda estão sendo investigadas | Foto: Divulgação

    Itacoatiara (AM) - 11 casos suspeitos de doença de Haff/rabidomiólise, conhecida como “doença da urina preta”, foram notificados à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) nesta terça-feira (24), após atendimentos no Pronto Atendimento (UPA) e encaminhados para Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara (distante 176 quilômetros de Manaus).

    Segundo a investigação da vigilância epidemiológica do município de Itacoatiara, os pacientes são 7 adultos, entre 43 e 60 anos, e 4 crianças, entre 3 e 12 anos de idades. Os casos foram atendidos entre os dias 22 e 23 de agosto na unidade de saúde do município.

    O diretor-presidente da FVS-RCP, Cristiano Fernandes, informa que as causas das internações ainda estão sendo investigadas. “Por enquanto, não temos nenhuma condição de dizer se foi a ingestão de peixe ou qualquer outra etiologia. Essa doença tem várias causas, desde o uso de medicamentos, o esforço físico exagerado, traumas, doenças virais; então, é uma série de situações que temos de investigar para verificar qual delas está associada à doença de Haff”, disse.

    Cristiano salienta que há intenção de enviar uma equipe ao município para dar sequência às investigações nos próximos dias. “Vou mandar uma equipe a Itacoatiara para termos melhor detalhamento e deste modo podermos nos posicionar sobre uma possível causa da doença”, informou.

    Morte de médica em Recife

    A "doença da urina preta" virou um dos assuntos mais comentados e ganhou as manchetes dos jornais no mês de março deste ano após uma médica veterinária morrer ao ingerir um peixe contaminado da espécie arabaiana, conhecido como “olho de boi”, durante um almoço em família. Os primeiros sintomas surgiram quase imediatamente.

    Com o mal-estar, Priscyla Andrade, de 31 anos, procurou ajuda médica no Real Hospital Português, em Recife, município em Pernambuco, onde permaneceu internada desde o dia 18 de fevereiro em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não resistiu.

    A irmã da profissional da saúde, Flavia Andrade, de 36, também desenvolveu a enfermidade, foi internada no mesmo local, mas se recuperou e recebeu alta.

    Rara e pouco conhecida, a Síndrome de Haff - nome oficial da patologia - pode levar à destruição das fibras musculares, pois a bactéria desenvolve-se rapidamente no organismo. Esse processo é conhecido como rabdomiólise: a urina fica escura por conta da morte das partículas e a substância é liberada para a corrente sanguínea, passando pelos rins, mudando a coloração.

    *Com informações da assessoria e redação 

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