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    Aniversário


    EM TEMPO: 34 anos de uma história de sucesso e credibilidade

    Em meio à onda de fake news, veículo de comunicação comemora mais um ano de história reafirmando o seu compromisso com a verdade dos fatos

     

    Ao longo de mais de três décadas de história, o Em Tempo realizou coberturas jornalísticas de acontecimentos que marcaram o Amazonas
    Ao longo de mais de três décadas de história, o Em Tempo realizou coberturas jornalísticas de acontecimentos que marcaram o Amazonas | Foto: Brayan Ricker

    MANAUS (AM) - A história do Jornal Amazonas EM TEMPO se confunde com o período da transição democrática no país e, consequentemente, no Amazonas. O dia era 6 de setembro de 1987, o Brasil havia saído há apenas dois anos do regime militar, quando os primeiros exemplares do periódico entraram em circulação em Manaus. Àquela altura poucos imaginaram, mas o jornal chega aos 34 anos de história, nesta segunda-feira (6), como um dos mais influentes da imprensa amazonense.

      Estruturado e idealizado pelo empresário Marcílio Junqueira e pela jornalista Hermengarda Junqueira, o jornal teve como lema desde o princípio explanar todos os lados da notícia, por meio de reportagens guiadas pela isonomia e verdade. O cargo de editor chefe foi ocupado pelo jornalista Cláudio Honorato, que tinha como bagagem experiências no Correio Braziliense.  

     

    Primeira capa do Jornal EM TEMPO
    Primeira capa do Jornal EM TEMPO | Foto: Divulgação/EM TEMPO

    Na sua primeira edição, havia quatro cadernos, com 16 páginas, nas editorias de Política, Economia, Internacional, Cidades, Esportes e  Cultura. Aos poucos, a Rede EM TEMPO de Comunicação - que também tem participação na emissora TV Norte Amazonas e na Rádio Nativa - foi conquistando credibilidade e respeito entre o público. 

    Nos últimos anos, antenado ao desenvolvimento e às tendências globais, o Amazonas EM TEMPO passou por um período de convergência bem-sucedido entre o impresso e a internet. Hoje possui um dos portais de notícias de maior audiência do Norte do país, com matéria dinâmicas, lives e interações diretas com os leitores. Atualmente, o mais novo projeto do veículo, o jornal impresso Agora Região Metropolitana, busca levar notícias com qualidade para seis cidades do interior do Estado.

    Coberturas memoráveis e fatos marcantes

    Nas últimas três décadas, o Amazonas EM TEMPO realizou a cobertura sistemática, sempre com responsabilidade, dos acontecimentos que marcaram a história do estado.

    Logo nos primeiros anos do noticiário, a crise de Cólera que se alastrou pelo Amazonas foi acompanhada continuamente pelas equipes de reportagens do EM TEMPO. Ressurgindo no Peru, em 1991, a doença altamente contagiosa teve o primeiro caso do país registrado em Tabatinga, a 1.106 quilômetros de Manaus, e logo depois se espalhou pelo país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

     

    Cobertura do surto de Cólera no Amazonas
    Cobertura do surto de Cólera no Amazonas | Foto: Divulgação/EM TEMPO

    Outro episódio marcado na história da imprensa amazonense ocorreu nas vésperas do fim de ano de 1988, quando o editor do caderno de polícia do Amazonas EM TEMPO, Luiz Octávio, foi morto com quatro tiros na cabeça e seu corpo abandonado na BR-319.

    A morte do jornalista ganhou ampla repercussão no Amazonas e ainda hoje serve como referência em estudos acadêmicos e de advogados. Dois policiais foram acusados pelo seu assassinato. 

     

    Redação do EM TEMPO em 2021
    Redação do EM TEMPO em 2021 | Foto: Brayan Riker

    Recentemente, o jornal teve um de seus maiores desafios: a cobertura da pandemia causada pela Covid-19, considerada a pior crise sanitária da história do Amazonas. Para a editora executiva do EM TEMPO, Gláucia Chair, a imprensa teve um papel importantíssimo para levar informação dos graves efeitos da pandemia à população.

    "

    Foi um momento muito difícil, especialmente quando o Amazonas se tornou o epicentro da pandemia no país. Durante a crise da falta de oxigênio que atingiu o estado em janeiro, por exemplo, nós contamos com a equipe de jornalistas do Em Tempo que não mediram esforços para levar informação de qualidade, por meio de textos, lives e imagens impactantes à população. Foi um momento único em que a imprensa mostrou sua força e seu valor a serviço da população "

    , afirma.

     

    Jornalismo sério e necessário

    A internet democratizou e dinamizou o acesso à informação, mas acabou proporcionando a proliferação de notícias falsas e é justamente nesse cenário que o EM TEMPO reafirma, diariamente, o seu compromisso com a verdade integral dos fatos.

    "O combate às fake news é um desafio diário na redação. O jornalismo se fortaleceu muito após o crescimento de notícias falsas, que tomaram conta de redes sociais. Os leitores procuram veículos com credibilidade para se informar e não links repassados por aplicativos, de fontes duvidosas", afirma Gláucia Chair.

     

    Equipe do EM TEMPO durante cobertura no interior do Amazonas
    Equipe do EM TEMPO durante cobertura no interior do Amazonas | Foto: Divulgação/EM TEMPO

    A editora executiva destaca os métodos rigorosos de apuração da notícia como valores inegociáveis seguidos pela equipe de jornalismo do EM TEMPO.

    "Os nossos editores são extremamente conscientes da necessidade de checagem de fontes e fazem isso à exaustão. Todas essas situações surgidas com a pandemia, inclusive o negacionismo, nos fortaleceram como veículo, a partir do momento em que estabelecemos uma linha editorial em que se privilegiava a ciência e a informação de qualidade. Foi uma honra fazer parte dessa história, embora em um momento tão triste para o Estado", finalizou. 

    Um legado do tamanho do Amazonas 

    O ano de 2021 também foi marcado pela perda do empresário Otávio Raman Neves, 64, proprietário dos jornais EM TEMPO e Agora desde 2007. Vítima de complicações causadas pela Covid-19, ele morreu em julho, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. 

    Luiz Otávio Neves, diretor executivo do EM TEMPO, afirma que o principal legado deixado pelo empresário foi a perspectiva visionária que ele sempre manteve para adquirir excelência naquilo que se propunha a fazer para a população. 

     

    Otávio Raman Neves
    Otávio Raman Neves | Foto: Divulgação
    "

    Ele era uma pessoa em constante evolução, sempre se adaptando, para buscar a melhor forma de levar informação de qualidade às pessoas. Ao mesmo tempo, lutava para que as notícias chegassem com maior facilidade a todos, porque ele acreditava que a informação com credibilidade era algo que todo mundo deveria ter acesso, independente de classe e poder aquisitivo "

    , afirma Luiz Otávio.

     

    O diretor executivo relata que Otávio Raman Neves enxergava a imprensa como uma ferramenta democrática que tem o potencial de proporcionar melhorias para a sociedade e dar voz a todas as pessoas. 

    "Ele tinha um grande amor pela imprensa, acreditava no poder da imprensa, não só como força de mudança da sociedade, mas porque a imprensa poderia dar voz a pessoas que normalmente se sentem desassistidas para pressionar e exigir melhorias na qualidade de vida e em outros aspectos sociais", diz Luiz Otávio. 

    Um novo olhar para o interior

    Inspirado no legado deixado por Otávio Raman Neves, o veículo de imprensa lançou o jornal impresso Agora Região Metropolitana, voltado especialmente a seis municípios do interior: Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, e distribuído gratuitamente.

     

    O jornal Agora Região Metropolitana
    O jornal Agora Região Metropolitana | Foto: Divulgação/EM TEMPO

    "Esse projeto nasceu após reconhecermos a carência e o interesse da população do interior em obter informação com qualidade. Antes não havia um jornal impresso voltado para eles, o máximo que chegava, e isso quando chegava, eram jornais da capital. Obviamente, temos a intenção de levar, notícias com credibilidade para um número cada vez maior de pessoas", afirmou Luiz Otávio. 

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