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    Dia da Independência


    53 mil pessoas compareceram nas manifestações pró-Bolsonaro em Manaus

    Somente o Complexo Turistico da Ponta Negra reuniu 30 mil pessoas, nesta terça-feira (7)

     

    53 mil pessoas compareceram as manifestações pró – presidente Bolsonaro, em Manaus.
    53 mil pessoas compareceram as manifestações pró – presidente Bolsonaro, em Manaus. | Foto: Divulgação

    Manaus – Pelo menos 53 mil pessoas compareceram as manifestações pró–presidente Bolsonaro, nos três pontos espalhados pela capital, nesta terça–feira (7), "Dia da Independência", de acordo com dados da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

    Somente o Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste, reuniu 30 mil pessoas que levaram cartazes, carros de som e se posicionavam contra pautas que consideram "antidemocráticas". 

    No Centro Cultural Povos da Amazônia, na Bola da Suframa, Zona Sul, cerca de 8 mil pessoas se reuniram e na Praça do Congresso, no Centro de Manaus, ao todo, 15 mil manifestantes. Também houve a participação de 100 motoristas de aplicativo.

    Um dos pontos mais debatidos durante as manifestações foi a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o voto impresso. As manifestações, além de acompanhadas pela Policia Militar, tiveram orientação do trânsito por agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana, IMMU. As manifestações encerraram por volta das 19h. 

    Dentre as lideranças políticas que participaram do protesto, estão Romero Reis (sem partido), o deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos), o vereador Capitão Carpê (Republicanos) e do ex - vereador Chico Preto (sem partido).

    Hostilizados

    Apesar das manifestações pregarem as defesas de direitos fundamentais, garantidos na Constituição, um fato isolado, ocorrido no Complexo Turístico da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus, feriu a liberdade de imprensa.

    O repórter do portal Em Tempo, Lucas Henrique e a cinegrafista Bianca Ribeiro, durante a cobertura do evento, foram hostilizados por um grupo no local, com frase de baixo calão como "vaza, imprensa nojenta", "não queremos ninguém de esquerda aqui", "amantes de presidiário" e questionamentos como "são de direita ou esquerda?".

    A equipe de reportagem fazia transmissões, ao vivo, pela página no Facebook do portal Em Tempo e teve que se retirar do local, devido as ordens em tons de ameaça e xingamentos, apenas por exercer seu trabalho, sem posicionamentos políticos. 

    Por meio de nota, o "Movimento Conservador do Amazonas", que organizou atos pró - Bolsonaro no Centro da capital, demonstrou solidariedade aos profissionais do Em Tempo e afirma repudiar qualquer ato de violência e desrespeito contra jornalistas em pleno exercício da profissão.

    "Conte com a solidariedade da direção do Movimento Conservador Amazonas e de todos os integrantes", afirma um dos pontos. 

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