Fonte: OpenWeather

    Reconhecimento familiar


    IML liberou para enterro quase 100 corpos sem reconhecimento familiar

    Os corpos ficam armazenados no Instituto por, no máximo, 30 dias, antes de ser realizado o sepultamento

     

    Dos 93 corpos não identificados e reclamados por familiares, 69 são do sexo masculino
    Dos 93 corpos não identificados e reclamados por familiares, 69 são do sexo masculino | Foto: Divulgação/SSP-AM.

    Manaus (AM) - O Instituto Médico Legal (IML) do Amazonas possui 93 ocorrências de corpos que não foram identificados por familiares no período de janeiro a julho deste ano.

    A maioria é de corpos do sexo masculino, com um total de 69 pessoas. Em todo ano de 2020, os corpos não reconhecidos por familiares somaram o quantitativo de 169 casos.

    Dos 93 corpos não identificados e reclamados por familiares, 69 são do sexo masculino, cinco são do sexo feminino e 19 são ossadas, situação em que não é possível saber o gênero. De acordo com dados do IML, a maior parte dos cadáveres e ossadas tem idade estimada entre 22 e 70 anos.

    Em todas as situações são coletadas amostras de DNA, digitais e informações odontológicas dos corpos e fragmentos.

      Posteriormente, os cadáveres são encaminhados para sepultamento em cemitérios públicos. Todos estes corpos não reclamados no período citado já foram enterrados no cemitério Nossa Senhora Aparecida, localizado no bairro Tarumã, zona oeste da capital.  

    Os corpos ficam armazenados no Instituto por, no máximo, 30 dias, antes de ser realizado o sepultamento. O IML tem a localização exata do sepultamento para informar, caso se apresentem os familiares das pessoas mortas.

    Familiares em busca de corpos 


    Os parentes, se quiserem, podem realizar a exumação do corpo e transferi-lo para outra sepultura, ou também realizar os cuidados e manutenção na sepultura em que o corpo já foi enterrado. Estes cadáveres podem ser reclamados a qualquer tempo e confrontados com os dados dos desaparecidos.

    Além disso, as próprias famílias podem procurar o IML ou acionar o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) com o objetivo de encontrar informações de familiares desaparecidos que possam ter sido classificados como não reclamados e não tenham sido identificados.

      Existe atualmente uma iniciativa nacional para coletar material biológico de familiares de pessoas desaparecidas, da qual o IML, juntamente com o laboratório de genética forense do Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista (IC-LSB), fazem parte.  

    Para passar para o status de identificado, algum familiar deve reclamar o corpo no IML.

    Todo este trabalho é desempenhado pelos profissionais que atuam na área de antropologia forense, ciência que busca, por meio de investigação legal, analisar de quem são os restos mortais, o perfil biológico e, ainda, a causa da morte do indivíduo.

    *Com informações da assessoria

    Leia mais:

    Homem morre ao troca tiros com a polícia no Rio Preto da Eva 

    Corpo esquartejado é encontrado em sacos de lixo em Manaus