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    Energia


    Governo do AM sugere modelo híbrido de energia em regiões remotas

    Especialistas apontaram que o estado possui 6 mil regiões remotas e 95 dos 290 sistemas isolados, consumindo cerca de 400 milhões de litros de óleo diesel por ano

     

    | Foto: Reprodução


    Amazonas - Durante a 11ª Edição Especial do Fórum Regional de Geração Distribuída, na noite de quarta-feira (29), o engenheiro da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama), especialista da área, Aristóteles Neto, compôs o Meeting sobre o Panorama Atual da Situação Energética da Região Norte do Brasil e defendeu um modelo híbrido de uso de energia, em áreas remotas do Amazonas.

    No evento, realizado no auditório do Novotel, no Distrito Industrial de Manaus, e com transmissão on-line, até esta quinta-feira (30), Aristóteles Neto ressaltou os desafios para uma implantação extensa de uso de energia limpa nas regiões remotas da região Norte, especialmente no estado do Amazonas.

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    Todos os investimentos em hidrelétricas no Brasil, nos últimos dez anos, estão localizados na região Norte, mesmo nossa região sendo a mais propícia para o desenvolvimento da energia renovável; infelizmente, continuamos penalizados pela dificuldade de logística e de infraestrutura. Aqui no Amazonas, o uso de sistemas fotovoltaicos off gride, por exemplo, que são aqueles com bateria, podem ser adaptados a regiões remotas e levar energia àquelas comunidades afastadas do eixo urbano, um recurso que casa perfeitamente com a nossa realidade, mas que ainda não encontrou meios de se efetivar "

    , completou.

     

    Impacto do uso do diesel e marco legal

    Na oportunidade, também foi discutida a situação do Amazonas diante do cenário do restante do país, tendo em vista que apesar de toda a política de sustentabilidade e preservação do Amazonas, o estado possui 6 mil regiões remotas e 95 dos 290 sistemas isolados, consumindo cerca de 400 milhões de litros de óleo diesel por ano, fora os custos de transporte.

    O Marco Legal da Geração Distribuída, PL 5829 – que está sob apreciação do Senado Federal – e a dificuldade de capacitação de recursos humanos no Amazonas, diante da demanda pujante, também foram abordadas durante o painel, moderado pelo jornalista Paulo César Tiemann.

    Modelo híbrido diesel/energia solar 

    De acordo com Aristóteles Neto, o próprio Ministério de Minas e Energia já colocou como providência, nas próximas ações da concessionária de energia do Amazonas, o uso primário de energia solar nesses lugares mais isolados.

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    Eles não querem mais utilizar motor a óleo diesel, a ideia é utilizar a energia solar, e nós cremos que, a princípio, o melhor é adotar um modelo híbrido, ou seja, ao invés de utilizar o diesel para gerar energia o dia inteiro, esse combustível seria utilizado somente nos horários onde não teria geração de energia por meio da energia solar. Das 7 horas às 17 horas (pelo menos 10 horas por dia), haveria o uso da energia limpa do sol, gerando impacto positivo com uma maior utilização de energia não poluente, sem queima de óleo diesel "

    , explica o engenheiro.

     

    O evento reúne especialistas e pesquisadores da cadeia produtiva do setor de Geração Distribuída com Fontes Renováveis no Norte do Brasil, sob o enfoque de oportunidades de negócios, discussão de barreiras regulatórias, impedimentos jurídicos, tecnologias inovadoras, financiamento, capacitação e perspectivas de crescimento.

    Também participaram da discussão os especialistas Aurélio Souza (Usinazul), Carlos Evangelista (ABGD), Carlos Café (Aevo Solar), Guilherme Chrispim (presidente do Conselho ABGD), Wilson Negrão (Gedae/UFPA) e Caroline Silveira (Bemol).

    *Com informações da assessoria

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