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    Honra ao mérito


    Oscar da Segurança Pública homenageará Otávio Raman Neves

    Evento premia autoridades e personalidades que se destacaram pela atuação na segurança pública e na cidadania no Amazonas

     

    Otávio Raman Neves, proprietário do Jornal Amazonas em Tempo, faleceu em julho de 2021
    Otávio Raman Neves, proprietário do Jornal Amazonas em Tempo, faleceu em julho de 2021 | Foto: Divulgação

    MANAUS (AM) - A 8ª edição do Oscar da Segurança e Cidadania do Amazonas homenageará o empresário Otávio Raman Neves, que comandou oJORNAL AMAZONAS EM TEMPO por mais de uma década e faleceu de covid-19 em julho, aos 64 anos. O evento também premiará personalidades locais que se dedicam à proteção da sociedade amazonense e está programado para acontecer na próxima quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

    Segundo o idealizador da premiação, Hilton Ferreira - investigador da Polícia Civil e especialista em Segurança Pública, a 8ª edição do Oscar concederá um prêmio de honra ao mérito a Otávio Raman Neves, pela sua relevante contribuição ao evento, desde a sua idealização. A premiação será recebida pelo seu filho Otávio Junior, que também é empresário.

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    O Otávio foi um dos padrinhos do Oscar, sempre tivemos uma ótima relação, inclusive, foi ele que criou o nome do meu programa, o Segurança Agora & Cidadania, e sempre apoiou esse evento tão importante. É público e notório o seu legado em relação ao incentivo à segurança e a cidadania. "

    Hilton Ferreira, Idealizador da Premiação

     

    Hilton relembra que Otávio Raman Neves também foi condecorado em vida. "Na 5ª edição, ele recebeu o troféu 'Amigo da Segurança', em 2015. Uma demonstração da nossa parceria sólida e a preocupação dele com a questão da violência no nosso Estado", afirmou.

    Empresário visionário, Otávio Raman Neves coordenava o Jornal Amazonas Em Tempo, era sócio proprietário da TV Norte Amazonas e proprietário da afiliada da Rádio Nativa FM, na capital. Seu legado inclui ainda empresas em diversos ramos, como o da construção civil e tecnologia.

    Oscar da Segurança

    Idealizada em 2009, O Oscar da Segurança busca contemplar personalidades que cooperam com o seor. Este ano terá  como patrono o Coronel da Polícia Militar do Amazonas,  Fabiano Machado Bó.

    Hilton explica que a ideia da criação do evento surgiu por sua vivência pessoal como policial civil. Durante a sua carreira, ele já integrou um dos órgãos mais importantes de segurança do estado, o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), que reúne todos os serviços das Forças de Segurança do Amazonas.

     

    O idealizador do evento, Hilton Ferreira
    O idealizador do evento, Hilton Ferreira | Foto: AET

    "O objetivo é valorizar quem trabalha bem e faz boas ações, tirar esses trabalhadores das páginas de polícia e dar um viés mais humano para eles. Já que existe o Oscar do futebol, da moda, da música... por que não premiar e homenagear quem trabalha nessa área da segurança? Isso, é claro, sem esquecer da cidadania", questiona.

    Ferreira destaca que o evento é uma forma de homenagear e reconhecer publicamente o desempenho individual de servidores e outras personalidades da vasta gama de setores ligados ao combate à violência, incluindo delegados de polícia, salva-vidas e jornalistas policiais.

    'Não existe segurança sem cidadania'

    Hilton Ferreira também faz questão de pontuar que não abre mão de incentivar a cidadania como uma arma poderosa contra a criminalidade. Ele explica que sem cidadania, não existe segurança em lugar nenhum do mundo. "O próprio troféu, por exemplo, são duas mãos. A mão direita é a segurança e a esquerda a cidadania, e as duas juntas seguram o país. Acredito que somente trabalhando nessas duas áreas conjuntamente, conseguiremos viver em uma sociedade menos violenta".

    O especialista acredita que o sistema criminal do país está falido. "Atualmente, o que nós temos é uma fábrica de assassinos, justamente porque falta cidadania. Uma polícia que mata e morre muito, é um perigoso sinal de que estamos com uma estratégia de segurança pública ineficaz e acabamos nos acostumando com esse cenário", argumenta.

     

    O troféu da premiação
    O troféu da premiação | Foto: AET

    "Isso não é para acontecer, um policial deve matar um suspeito apenas quando há necessidade, no estrito cumprimento do dever legal, devidamente especificado no código penal, em ocasiões extremas. Uma das saídas, por exemplo, é o investimento em esporte, já pensou se essas crianças que ficam pelas ruas e em semáforos tivessem a oportunidade de praticar esporte? Se fizéssemos isso, nós economizaríamos muito em segurança pública", finalizou Hilton Ferreira.

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