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    Manifestação


    Estudantes de medicina da Ufam protestam pedindo retorno das aulas

    Os acadêmicos reclamam da falta de comunicação e da paralisação dos cursos de medicina, que ainda não retornaram 100%

     

    Os estudantes pedem mais atenção da coordenação do curso de medicina
    Os estudantes pedem mais atenção da coordenação do curso de medicina | Foto: Brayan Riker

    MANAUS (AM) -  Com o grito de "Só queremos estudar", estudantes de medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) protestaram contra a atual coordenação e direção do curso. Os acadêmicos reclamam da falta de comunicação e da paralisação das aulas, que ainda não retornaram 100% com justificativa da pandemia da Covid-19. 

    Os estudantes afirmam que querem um canal de comunicação eficiente com a coordenação e a direção. Além disso, eles pedem que os ofícios sejam respondidos e que as aulas da turma de 2020.2 retornem, já que todos os outros cursos de Manaus já retornaram e a UFAM ainda não. 

    O estudante Erick Pacheco ressalta que o curso é composto por diversos estudantes de todo o Brasil e que muitos têm que gastar mais do que podem para continuar em Manaus, esperando que as aulas retornem. 

    "Só queremos ser ouvidos, verdadeiramente, pela coordenação, que tampa os ouvidos, tampa os olhos e tapa a boca para a nossa realidade. São inúmeros estudantes de todos os lugares do Brasil, pagando comida, pagando aluguel e deixando a gente à mercê de uma coordenação, que não nos ouve e nem responde a documentos protocolados. Eles ainda não permitem que os estudantes do segundo semestre de 2020 retornem às aulas". 

    Os alunos ainda lembram que a Ufam é a universidade de medicina mais antiga da região Norte e que todas as do estado já retornaram e que a paralisação está impedindo a formação de novos médicos.

    "É somente a Ufam, que vale dizer é a universidade de medicina mais antiga da região Norte, continua parada, continua impedindo a formação de novos médicos, que estariam atendendo."

    O estudante ainda lembra que o dinheiro utilizado para a formação deles é público, e que o atraso acaba afetando também a população amazonense. 

    A reportagem do Portal Em Tempo procurou a assessoria da UFAM e questionou sobre as reclamações dos alunos. No entanto, ainda não obteve resposta. O espaço está aberto. 

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