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    Covid-19


    Chegada da Ômicron no Amazonas é inevitável, diz epidemiologista

    Especialistas ressaltam que ainda é cedo para "alardes", e reforçam a importância da vacinação

     

    Nova variante possui mais de 50 mutações
    Nova variante possui mais de 50 mutações | Foto: Reprodução

    Manaus (AM) - No dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta sobre a possibilidade da variante Ômicron se espalhar pelo planeta e do “alto risco” de provocar novos picos da covid-19, especialistas ouvidos pelo EM TEMPO afirmam que a chegada da nova cepa ao Amazonas é uma questão de tempo, mas ressaltaram que é cedo para alardes.

      Identificada no dia 26 de novembro pela OMS como “variante de preocupação”, a “Ômicron” foi descoberta no continente africano. A cepa preocupa cientistas e pesquisadores por ter um grande número de variações, chegando a 50 mutações, sendo 30 delas na proteína Spike que é usada pelo vírus para entrar nas células e "entender" o seu funcionamento.

    De acordo com o epidemiologista da Fiocruz Amazonas, Jesem Orellana, o fato da variante estar circulando por tantos países da África e Europa, que já notificaram sua presença, é um sinal preocupante para o Brasil,especialmente para o Amazonas e Manaus, onde se aproxima o período chuvosos, em que a população está mais suscetível para doenças de insuficiência respiratória, como  o caso da covid-19.

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    Você pode atrasar a chegada da variante no país, mas não dá para evitar. Isso porque com casos confirmados em vários países europeus e africanos, mais cedo ou mais tarde a Ômicron chega ao Brasil e, consequentemente, ao estado do Amazonas. É apenas uma questão de tempo "

    , diz o epidemiologista.

     

    Para ele, a situação atual demanda cautela por parte da população, ainda mais com o surgimento dessa nova cepa. Também ressalta que ainda não existem informações sobre a eficácia dos imunizantes em relação à Ômicron, sendo mais um motivo para as pessoas continuarem seguindo as medidas de proteção contra a covid-19.

    A nova cepa tornou o cenário epidemiológico imprevisível, colocando em cheque festas de réveillon em várias cidades do país. Belo Horizonte, João Pessoas e Fortaleza, por exemplo, já tiveram as festividades de fim de anos cancelas. Em Manaus, por enquanto, as comemorações estão mantidas.

    Precauções 

    “Ainda há muitos perguntas sem respostas, mas acredito que seja a hora de recuar um pouco, observar, avaliar e garantir o controle da epidemia. Não é hora de euforia e sim de muita responsabilidade”, ressalta o epidemiologista.

    O especialista lembra que é necessário adotar as precauções já conhecidas, como o uso de máscaras, reforçar os cuidados com a higienização das mãos e evitar as aglomerações. Além disso, ressalta a importância de completar o esquema de vacinação contra a covid-19.

    “Principalmente, convencer aquele conhecido, que você sabe que está aberto para um diálogo e que não tomou a vacina contra a covid-19 ou que está com a sua segunda dose atrasada, a procurar um serviço de saúde para que possa completar o seu esquema vacinal ou se vacinar com a primeira dose da vacina da covid-19”, diz Jesem Orellana.

    Sem casos confirmados

    De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), não há casos confirmados da variante Ômicron no Amazonas. A FVS também ressalta que as testagens da covid-19 estão disponíveis em todo o Amazonas. A oferta de testes de antígeno e RT-PCR são gratuitas para os passageiros que desembarcam nas principais entradas do estado: porto de Manaus, Rodoviária de Manaus e Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

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