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    Garimpo ilegal


    Operação prende três garimpeiros e destrói 131 balsas no Rio Madeira

    Durante a ação, os agentes encontraram várias embarcações de garimpeiros abandonadas na região

     

    A ação foi deflagrada no fim de semana
    A ação foi deflagrada no fim de semana | Foto: Reprodução

    Manaus (AM) - A operação contra o garimpo ilegal no Rio Madeira, no Amazonas, terminou com a prisão de três pessoas e a destruição ou apreensão de 161 balsas de garimpo ilegal, no último fim de semana. A ação foi realizada pela Polícia Federal, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Marinha e Aeronáutica.

      Durante a operação, os agentes encontraram balsas abandonadas em trecho do rio Madeira que corta o município de Nova Olinda do Norte. Há uma semana, cerca de 600 balsas de garimpeiros foram identificadas pelo Greenpeace em um trecho do leito do rio Madeira, próximo a Autazes, a 110 quilômetros de Manaus. As centenas de embarcações e dragas atracadas no rio foram atraídas por um boato de que havia ouro na região, e provocaram grande repercussão.  

    Depois de fortes cobranças por operação do governo federal, os garimpeiros começaram a se dispersar, na última sexta-feira (26), na tentativa de dificultar investidas das autoridades. Entretanto, o deslocamento dessas balsas é lento, o que causou efeito reverso na tentativa da debandada, e facilitou a abordagem policial.

    A PF não deu informações a respeito do que foi feito com as outra 169 balsas mapeadas pelo órgão, e também não detalhou a quantidade de ouro apreendida. Segundo a PF, não há informações sobre as pessoas que participavam das atividades garimpeiras que conseguiram fugir, mas abrirão um inquérito para investigá-las.

    MP

    O Ministério Público de Contas pediu para o Tribunal de Contas da União (TCU) apurações sobre possíveis omissões na atuação da Polícia Federal, Marinha do Brasil e outros órgãos fiscalizadores de combate ao garimpo no rio Madeira. 

    No domingo (28), o deputado federal Zé Ricardo (PT/AM) criticou a operação por não conseguir prender os líderes da exploração ilegal no rio Madeira.

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