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    Naufrágio


    Balsa carregada de mercadorias afunda no Porto do Chibatão, em Manaus

    Na manhã desta terça-feira (30), um guincho e rebocadores trabalham para retirar os materiais que afundaram

     

    A balsa estava carregada de containers
    A balsa estava carregada de containers | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Uma balsa carregada com, pelo menos, nove contêineres afundou no Porto do Chibatão, localizado na Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul de Manaus, por volta das 23h de segunda-feira (29).

    De acordo com barqueiros da localidade, um cabo de aço teria se rompido, ocasionando o acidente. A balsa estava carregada de contêineres com várias mercadorias.  Em imagens, compartilhadas nas redes socais, é possível ver várias caixas de televisores nas águas do Rio Negro.

    Na manhã desta terça-feira (30), um guincho e rebocadores trabalham para retirar os materiais que afundaram.

    Em nota, a JF de Oliveira Navegação, que integra o grupo Chibatão, informou que não houve feridos durante o acidente. "As ações estão sendo tomadas para a retirada das carretas da margem do porto e a flutuação do módulo. Felizmente não houve perdas humanas, somente perdas materiais", diz a nota. Não foi informado o valor do prejuízo. 

    Ainda conforme a nota, o acidente aconteceu durante uma manobra de embarque de carretas baús. "Uma das carretas inclinou, posteriormente, às 2h48, tombou e afundou no rio". 

    Inquérito 

    Em nota, o comando do 9º Distrito Naval da Marinha informou que uma equipe de inspeção naval da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental foi direcionada ao local da ocorrência, a fim de apurar informações e verificar se há vestígios de poluição hídrica. Um inquérito administrativo será instaurado para apurar as causas, circunstâncias e possíveis responsáveis.

    Ainda segundo a Marinha, assim que concluído e cumpridas as formalidades legais, o inquérito será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação, dando vista à Procuradoria Especial da Marinha, para que adote as medidas previstas no Art. 42 da Lei nº2.180/54. 

    IPAAM

    Uma equipe do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) esteva na área para a fiscalização e avaliar os possíveis danos ambientais, em função do material que poderia escoar diretamente para o rio. Com apoio de drone, que sobrevoou a área, foram obtidas informações aéreas de possíveis vazamentos de produtos danosos. A partir das imagens obtidas, foi constatado que a empresa adotou alguns procedimentos de segurança, como o uso de barreiras de contenção para evitar o escoamento dos itens que estavam na superfície da água. Além disso, foi detectado traços de material oleoso sobre o corpo hídrico.

    Óleo no Rio Negro

    Devido ao acidente, uma quantidade de óleo derramou no Rio Negro, mas foram colocadas barreiras para o material não se espalhar para fora do perímetro do porto.

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