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    Manifestação


    Garimpeiros protestam pela legalização das atividades no Rio Madeira

    A operação contra o garimpo ilegal da Polícia Federal queimou diversas balsas e os garimpeiros protestaram em Novo Aripuanã

     

    Os garimpeiros protestaram contra a queima das balsas
    Os garimpeiros protestaram contra a queima das balsas | Foto: Alex Pinto/Divulgação

    Novo Aripuanã (AM) - Garimpeiros e moradores do município de Novo Aripuanã manifestaram pedindo a legalização do garimpo no Rio Madeira, nesta terça-feira (30). Com o apoio de políticos locais, os garimpeiros discursaram na praça da cidade e promoveram uma passeata pelas ruas do município. 

      Os garimpeiros estão manifestando após serem alvos de uma operação de combate à extração ilegal de ouro na região, que foi deflagrada pela Polícia Federal, com participação da Marinha e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente). Segundo o ministro da Segurança Pública, Anderson Torres, 131 balsas de garimpo foram apreendidas e destruídas na ação.  

    Durante a operação, várias embarcações foram queimadas e as famílias dos garimpeiros foram acolhidas em um abrigo montado pela Prefeitura de Autazes (a 108 quilômetros de Manaus), nas proximidades do local onde os garimpeiros estavam extraindo ouro. Ao finalizarem a ação, eles foram levados para casa.

    No domingo (28), outra manifestação aconteceu em Novo Aripuanã, justamente para protestar sobre a destruição das balsas, que são a forma de sustento dos garimpeiros, conforme afirmam.

     

    Eles pediram a legalização do ato de garimpo
    Eles pediram a legalização do ato de garimpo | Foto: Alex Pinto/Divulgação

    Durante o ato, eles pediram a legalização da atividade na região e carregavam placas com os dizeres: “Garimpeiro não é bandido” e “Garimpeiro é trabalhador”. 

    Outro lado

     

    | Foto: Divulgação

    A operação da Polícia Federal visa coibir a extração ilegal de ouro por parte de garimpeiros no Rio Madeira e terminou com a prisão de três pessoas e a destruição e apreensão de balsas de garimpo ilegal. 

      Durante a operação, os agentes encontraram balsas abandonadas em um trecho do Rio Madeira, que corta o município de Nova Olinda do Norte. Há uma semana, cerca de 600 balsas de garimpeiros foram identificadas pelo Greenpeace no leito do Rio Madeira, próximo a Autazes, a 110 quilômetros de Manaus. As centenas de embarcações e dragas atracadas no rio foram atraídas por um boato de que havia ouro na região e causou grande repercussão nacional.  

    Depois de fortes cobranças por uma operação do governo federal, os garimpeiros começaram a se dispersar, na última sexta-feira (26), na tentativa de dificultar investidas das autoridades. Entretanto, o deslocamento dessas balsas é lento, o que causou efeito reverso e facilitou a abordagem policial.

    A PF não deu informações a respeito do que foi feito com as outras balsas mapeadas pelo órgão, e também não detalhou a quantidade de ouro apreendido. Segundo a PF, não há informações sobre as pessoas que participavam das atividades que conseguiram fugir, mas abrirão um inquérito para investigá-las. 

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