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    Covid-19


    Quase 50% dos internados por covid-19 em Manaus não tomaram vacina

    Em meio ao aumento da imunização, o Amazonas registrou 21 dias sem óbitos por covid-19 em novembro

      

    Os dados foram divulgados pela FVS
    Os dados foram divulgados pela FVS | Foto: Michel Dantas/AFP

    Manaus (AM) - Cerca de 48% dos internados por covid-19 em Manaus não tomaram nenhuma dose da vacina contra a doença, é o que revela os dados da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgados na quarta-feira (1º).

    De acordo com o boletim da FVS, dos 52 pacientes internados na capital do Amazonas, 25 não tomaram nenhuma dose da vacina, representando os 48% do total de internados.

    Além disso, 13 pessoas, que também estão internadas, só tomaram uma dose do imunizante. Elas representam cerca de 25% do total de internados. Já as outras 14 pessoas, são os 27% do total de internados, que tomaram as duas doses do imunizante ou a dose única da Janssen.

    21 dias sem óbitos em novembro

    Como resultado das ações de vacinação no Amazonas, o governador Wilson Lima declarou, na quarta-feira (1º), que durante o mês de novembro o estado registrou 21 dias sem óbitos por covid-19. Conforme a FVS, o estado ultrapassou na última terça-feira (30) a marca de 5 milhões de doses de vacina aplicadas na população.

    “É importante que as pessoas entendam que, se a gente registra 21 dias no mês de novembro sem nenhuma morte, isso é resultado da vacinação. O que a gente tem feito são campanhas para incentivar as pessoas a se vacinarem”.

    Nos últimos meses, ações como a Vacina Amazonas, Mega Vacinação e Vacina Premiada, além da imunização em shoppings da capital, vêm estimulando a população a receber os imunizantes contra a covid-19.

    Ômicron

    Ao longo da última segunda-feira (29), Wilson Lima se reuniu o Comitê Intersetorial de Enfrentamento à doença para avaliar eventuais impactos da variante ômicron. Até o momento, o estado não registrou nenhum caso da nova cepa.

    “De todos os casos que foram registrados no mundo, em nenhum caso há registro de agravamento, de internações, muito menos de óbito, então é uma situação que a gente está observando. De qualquer forma, estamos monitorando as entradas aqui na cidade de Manaus, no estado do Amazonas, reforçamos nosso monitoramento no aeroporto e também nos principais portos aqui da capital”, finalizou.

    O epidemiologista da Fiocruz Amazonas, Jesem Orellana, explica que o fato da variante estar circulando em São Paulo, é um sinal preocupante para o Amazonas,especialmente porque por aqui se aproxima o período chuvosos, em que a população está mais suscetível para doenças de insuficiência respiratória, como o caso da covid-19.

    “Não dá para evitar a chegada da ômicron no Amazonas. Isso porque com casos confirmados no Sudeste do país, mais cedo ou mais tarde a variante chega a Manaus e ao resto do estado. É apenas uma questão de tempo”, disse o epidemiologista.

    Para ele, a situação atual demanda cautela por parte da população, ainda mais com o surgimento dessa nova cepa. Também ressalta que ainda não existem informações sobre a eficácia dos imunizantes em relação à Ômicron, sendo mais um motivo para as pessoas continuarem seguindo as medidas de proteção contra a covid-19.

    A nova cepa tornou o cenário epidemiológico imprevisível, colocando em cheque festas de réveillon em várias cidades do país. Belo Horizonte, João Pessoa e Fortaleza, por exemplo, já tiveram as festividades de fim de anos canceladas. Em Manaus, por enquanto, as comemorações estão mantidas.

    Precauções

    “Ainda há muitos perguntas sem respostas, mas acredito que seja a hora de recuar um pouco, observar, avaliar e garantir o controle da epidemia. Não é hora de euforia e sim de muita responsabilidade”, ressalta o epidemiologista.

    O especialista lembra que é necessário adotar as precauções já conhecidas, como o uso de máscaras, reforçar os cuidados com a higienização das mãos e evitar as aglomerações. Além disso, ressalta a importância de completar o esquema de vacinação contra a covid-19.

    “Principalmente, convencer aquele conhecido, que você sabe que está aberto para um diálogo e que não tomou a vacina contra a covid-19 ou que está com a sua segunda dose atrasada, a procurar um serviço de saúde para que possa completar o seu esquema vacinal ou se vacinar com a primeira dose da vacina da covid-19”, diz Jesem Orellana.

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