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    Denúncia de alunos


    "Um aluno desmaiou de fome", diz denúncia contra gestora em Manaus

    Alunos da Fundação Matias Machline (antiga Fundação Nokia) denunciam gestora da instituição por assédio moral

     

    Em tom de desabafo, a turma de formandos 2021 afirma que a profissional exerce um comportamento abusivo contra funcionários e alunos da Fundação
    Em tom de desabafo, a turma de formandos 2021 afirma que a profissional exerce um comportamento abusivo contra funcionários e alunos da Fundação | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Uma carta aberta, publicada na noite desta segunda-feira (06) nas redes sociais da Digitron da Amazônia, - mantenedora da Fundação Matias Machline (antiga Fundação Nokia), gerou repercussão e assustou pais de alunos. 

    Destinada ao empresário sul-coreano Sung Un Song, presidente da Digitron da Amazônia, a carta traz sérias denúncias de alunos sobre o suposto comportamento de uma das gestoras da instituição, identificada como Cintia Monteiro Oliveira. A entidade conta com mais de 900 alunos e é localizada no Distrito Industrial I, Zona Sul de Manaus. 

      Em tom de desabafo, a turma de formandos 2021 afirmou que a profissional exerce um comportamento abusivo contra funcionários e alunos da instituição, além de que, supostamente, Cintia cometeria abuso moral contra professores.  

    No documento, os alunos relatam, ainda, que um aluno teria desmaiado de fome, devido as regras impostas pela gestora.

      “... entrou claramente sem preparo nenhum para lidar com as responsabilidades do cargo. Ainda na primeira semana, gritou diversas vezes com os inspetores na frente de todos, humilhando-os, além de ter uma postura completamente invasiva com os alunos, como quando desfez a trança de uma aluna na fila do almoço. Colocou regras inflexíveis que arriscam a integridade dos alunos e funcionários, como as em relação ao horário do almoço (um aluno desmaiou de fome) e [o] lanche, que inclusive foi negado a alguns alunos em período de ação disciplinar (suspensão)”, afirma.  

    Banalidades

    Outra reclamação seria o fato de duas professoras da instituição terem sido demitidas por Cintia, explica o documento, por motivos banais.

    “Tentamos todos relevar esse comportamento. Porém, hoje, dia 6 de dezembro, devido a uma discussão banal com a professora Bruna e a pedagoga Débora, Cintia, que supostamente teria se sentido pessoalmente atacada, demitiu as duas, causando comoção por parte de seus colegas de trabalho e alunos. Assim como tantos outros desligados no último mês, essas duas profissionais eram de excelência e extremamente competentes”, relata.

    Ao final da carta, os alunos repudiam, veementemente, o suposto comportamento da gestora Cintia Monteiro.

    “Fica aqui nossa nota de repúdio a essa mulher e a quem quer que seja o responsável por mantê-la no cargo, inclusive se for você, Sr. Sung", finaliza. 

    Repercussão 

    A carta chegou ao conhecimento de vários pais de alunos da Fundação, que ficaram chocados com o suposto comportamento da gestora. 

    "

    Fiquei bem assustado ouvindo os relatos dos estudantes em torno desta situação e nos deixou muito aflitos. Nenhum pai ou mãe quer seu filho passando por maus-tratos nas mãos de ninguém. As denuncias são graves e precisam ser investigadas "

    disse o pai de um aluno do 1º ano do ensino médio,

     

    Posicionamento da instituição 

    O EM TEMPO entrou em contato com a assessoria de comunicação da Fundação Matias Machline, questionando as denúncias. Por meio de nota, a instituição afirmou que a instituição visa agregar princípios e contribuir para o futuro profissional dos estudantes.

    "A Fundação Matias Machline declara, em nome de sua presidência que, ao longo de quase 36 anos de existência, sempre visou o bem estar e desenvolvimento de seus alunos. Somos firmes e objetivos em nosso projeto social com o compromisso de reduzir a vulnerabilidade social, ajudando os nossos alunos a obterem sucesso nos vestibulares e na construção de suas carreiras profissionais, agregando princípios e valores, com uma estrutura sólida e ambiente saudável buscando o desenvolvimento das melhores habilidades de nossos alunos". 

    Ainda por meio de nota, a entidade se comprometeu na investigação das denuncias feitas pelos alunos.

      "A FMM repudia todo e qualquer ato contra nossos princípios e valores. Ficamos muito tristes com a denúncia de assédio e abuso de autoridade realizada pelos alunos e iremos averiguar os fatos para se tomar as ações necessárias porque temos um compromisso com a sociedade e comunidade. Temos um canal especial aberto para os alunos acessarem diretamente a Presidência do Conselho Curador. Como exemplo da preocupação da gestão como um todo, no último dia 12 de novembro, às 13:00hrs (horário local) o Sr. Sung se reuniu em auditório com todos os alunos dos terceiros anos, para falar sobre futuro, carreira, onde também solicitou que todos os formandos compartilhassem suas experiências durante o período de ensino na FMM para um e-mail criado com este propósito, e que também fossem destacados pontos positivos e os grandes aprendizados, assim como suas críticas e melhorias. Ato este recorrente ao final de todos os anos letivos", explicou.  

    Para finalizar o posicionamento da instituição, o comunicado pede que cada aluno se procuncie no canal direto da FMM. 

    "Estamos sempre investindo em melhorias para podermos proporcionar a melhor experiência para o aluno, baseado sempre em boas condutas morais e profissionais para criarmos jovens que possam estar aptos aos novos desafios que virão em suas novas jornadas de vida. Como contribuição, gostaríamos que cada aluno se pronunciasse em nosso canal direto", finaliza a presidência da Fundação. 


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