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    Crise do oxigênio


    Um ano após crise, Governo do AM diz está preparado para novo colapso

    O consumo de oxigênio no Amazonas, desde o mês de novembro, está variando entre 11 mil a 13 mil metros cúbicos por dia

     

    A capacidade de produção diária de oxigênio quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado
    A capacidade de produção diária de oxigênio quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Após um ano da crise do oxigênio no Amazonas e com o aumento dos casos, por conta da nova variante Ômicron, o medo de se repetir o colapso é real. Porém, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que o estado está preparado caso haja um aumento nas internações e aumente a demanda por insumos. 

      Para a reportagem do Em Tempo, a SES-AM informou que a capacidade de produção diária de oxigênio quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 33 mil metros cúbicos para 61 mil metros cúbicos. Atualmente a média de consumo diário de oxigênio no Estado está em 12,7 mil metros cúbicos.  

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    O Amazonas quase dobrou a capacidade de produção diária de oxigênio, saltando de 33 mil metros cúbicos para 61 mil metros cúbicos. Atualmente, a média de consumo diário de oxigênio no Estado, em unidades da rede pública e privada de saúde, é de 12,7 mil metros cúbicos (10,2 mil metros cúbicos na rede pública e 2,5 mil metros cúbicos na rede privada). "

    Nota da SES-AM,

     

     Em 2020, a produção estava em 14 mil metros cúbicos, volume normalmente atendido pela produção das três fornecedoras do Amazonas (White Martins, Carbox e Nitron). Essas empresas, juntas, produziam 28,2 mil metros cúbicos diários.

     

     A capacidade de produção diária de oxigênio quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado
    A capacidade de produção diária de oxigênio quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado | Foto: Divulgação

    Na segunda onda de casos de covid-19, o consumo de oxigênio passou para 76,5 mil metros cúbicos no dia, provocando um déficit diário de 48,3 mil metros cúbicos, no qual as empresas não poderiam suprir, colapsando o sistema de saúde. 

    No momento, a produção diária de oxigênio instalada no Amazonas é dividida entre 36 mil metros cúbicos mantidos pela empresa White Martins, que mantém 27 tanques de oxigênios em unidades da rede pública, em Manaus e no interior. Entre essas unidades estão os três Hospitais e Prontos-Socorros (HPSs) João Lúcio, 28 de Agosto e Platão Araújo. 

    Além disso, mais 17 mil metros cúbicos são produzidos pelas 41 usinas instaladas na capital e interior e 8 mil metros cúbicos pela empresa Carboxigas. 

      O consumo de oxigênio no Amazonas, desde o mês de novembro, está variando entre 11 mil a 13 mil metros cúbicos por dia. O dia com maior consumo de oxigênio registrado neste mesmo período foi 23 de dezembro, quando o consumo nas unidades de saúde alcançou 13,59 mil metros cúbicos.  

    Ou seja, o estado está preparado caso aconteça novamente um colapso na saúde. O secretário de saúde do Amazonas disse que o estado tem armas para combater a Ômicron, como as vacinas, coisa que não tinha em janeiro de 2021. Além disso, é necessário que a população faça a sua parte. 

    "É muito importante que as pessoas entendam que nós temos armas para combater esta variante. Coisas que não tinham ano passado, por exemplo, em janeiro de 2021, quando não tínhamos sequer vacinas. A pandemia não acabou e se a sociedade não fizer a parte dela, muito pouco poderemos fazer a mais do que estamos fazendo". 

    Usinas de oxigênio

     

    No momento a produção diária de oxigênio instalada no Amazonas é dividida entre 36 mil metros cúbicos
    No momento a produção diária de oxigênio instalada no Amazonas é dividida entre 36 mil metros cúbicos | Foto: Divulgação

    Além das fornecedoras de oxigênio, o Amazonas possui 41 usinas instaladas em todo o território.  O Governo do Estado possui cinco usinas em trânsito para instalação, com duas que serão instaladas em unidades da capital e três no interior. Além disso, ainda há o processo de compra de mais 29 usinas. 

    Em Manaus, onze usinas de oxigênio estão instaladas no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) João Lúcio, Hospital Francisca Mendes, Hospital Geral Dr. Geraldo da Rocha, Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (ICAM), Maternidade Azilda Marreiro, Maternidade Ana Braga, Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) e mais três em hospitais da rede privada.

    No interior do estado, 30 usinas estão instaladas nos seguintes municípios: três usinas em Parintins, três em Itacoatiara, duas em Maués e uma usina em cada um dos seguintes municípios: Alvarães, Barcelos, Tefé, Manacapuru, Apuí, Tabatinga, Humaitá, Coari, Carauari, Careiro, Eirunepé, Lábrea, Nova Olinda do Norte, Codajás, Iranduba, Novo Airão, Manicoré, Tapauá, Urucará, São Gabriel da Cachoeira, Santo Antônio do Içá e Barreirinha.  

    A capacidade de produção de oxigênio nas onze usinas da capital é de 5,5 mil metros cúbicos por dia e de 11,8 mil metros cúbicos nas 30 usinas do interior. 

    A meta da SES-AM é alcançar o total de 75 usinas instaladas em todo o estado com a capacidade de produção diária de oxigênio chegando a 36,2 mil metros cúbicos por dia. 

    O Amazonas ainda possui 4.733 cilindros de oxigênio, de tamanhos que variam entre 3 a 50 litros, adquiridos por meio de doação ou compra. Desse total, 2.900 estão na capital e 1.833 cilindros distribuídos nos 61 municípios do interior do estado.

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