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    Alerta


    Escolas recebem alerta sobre 'desafios' que viralizam em redes sociais

    O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) alerta que essas “brincadeiras” em que as pessoas precisam cumprir tarefas, podem causar sérios machucados, na cabeça, coluna e membros, levando a lesões como paraplegia, traumatismo e até mesmo à morte.

    Segundo a presidente do Sinepe-AM, Elaine Saldanha, as escolas devem atuar de forma preventiva, orientando toda a equipe de colaboradores para que fiquem de olho nos alunos que estão reproduzindo esses desafios.
    Segundo a presidente do Sinepe-AM, Elaine Saldanha, as escolas devem atuar de forma preventiva, orientando toda a equipe de colaboradores para que fiquem de olho nos alunos que estão reproduzindo esses desafios. | Foto: Divulgação

    Manaus - Após o retorno às aulas, tem causado preocupação aos pais e responsáveis por crianças e adolescentes, os famosos desafios que estão viralizando nas redes sociais. O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) alerta que essas “brincadeiras” em que as pessoas precisam cumprir tarefas, podem causar sérios machucados, na cabeça, coluna e membros, levando a lesões como paraplegia, traumatismo e até mesmo à morte.

    Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos morreu em Mossoró, no Rio Grande do Norte, depois de bater a cabeça enquanto participava de um desafio, que consistia em duas pessoas se posicionarem ao lado de um colega que, ao pular, deveria receber uma rasteira. A estudante Emanuela Medeiros sofreu traumatismo craniano ao cair após fazer a “brincadeira” na escola. A garota foi socorrida pela direção da instituição e levada ao hospital, mas não resistiu.

    Prevenção

    Segundo a presidente do Sinepe-AM, Elaine Saldanha, as escolas devem atuar de forma preventiva, orientando toda a equipe de colaboradores para que fiquem de olho nos alunos que estão reproduzindo esses desafios. Além disso, diz ela, é essencial que realizem uma campanha interna para alertar os estudantes, indo de sala em sala, durante os intervalos, e nas redes sociais da instituição.

    A vice-presidente do Sinepe-AM, Laura Cristina, orienta, também, que as escolas promovam rodas de conversa entre os alunos e o psicólogo da instituição. “Esse tipo de estratégia é importante para evitar que pratiquem esse tipo de ‘brincadeira’ que coloca em risco a própria vida”, afirmou.

    Laura aponta que as escolas devem buscar realizar, continuamente, projetos e atividades que trabalhem a autocrítica dos estudantes, o respeito por si e pelo outro, pois essas “brincadeiras” vão além dos efeitos físicos. “Os efeitos são emocionais também, já que muitas vezes os alunos sofrem bullying e pressão do colega para participar”, explicou.

    Se notarem que os alunos estão praticando esse tipo de desafio, Laura aconselha chamar os estudantes envolvidos e suas famílias, para alertá-los sobre os riscos que estão correndo. “Criar um canal de alerta e a parceria entre família e escola nesse momento é extremamente importante”, ressalta.