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    Criação


    Mestranda da UEA monta editora de livros independente e artesanal

    Editora Transe representa alternativa a meios de produção tradicionais e traz um novo olhar sobre edição de obras literárias

    Luana conta que a ideia inicial era apenas a de montar uma editora, diagramar os próprios livros e terceirizar a impressão em gráficas
    Luana conta que a ideia inicial era apenas a de montar uma editora, diagramar os próprios livros e terceirizar a impressão em gráficas | Foto: Divulgação

    Manaus - A aluna do Programa de Pós-Graduação em Letras e Artes da Universidade do Estado do Amazonas (PPGLA/UEA), Luana Aguiar, criou uma editora independente e artesanal de obras do segmento de Literatura, Artes e Humanidades. Trata-se da Editora Transe, que tem ainda a colaboração da também mestranda do PPGLA, Anne Caroline do Nascimento, do aluno de graduação em Letras da UEA, Bruno Oliveira, e do professor de Filosofia da UEA, Victor Leandro da Silva. 

    A Transe tem como objetivo publicar obras literárias inéditas dos mais diversos gêneros literários, como contos, romances, poemas e crônicas, e incentivar a produção de um núcleo de tradutores na região, através de publicações de traduções de obras de domínio público que ainda estejam sem tradução para a língua portuguesa. 

    Luana conta que a ideia inicial era apenas a de montar uma editora, diagramar os próprios livros e terceirizar a impressão em gráficas. No entanto, após analisar os custos, percebeu-se que os valores continuariam altos, devido à impressão terceirizada, o que seria desvantajoso tanto para a equipe quanto para os leitores. Foi quando os integrantes da editora, por meio de pesquisas e tutoriais, conheceram o formato de livros feitos à mão e decidiram produzir artesanalmente as obras. 

    Processo – Os exemplares da editora são impressos, furados e costurados na casa de Luana. A impressora utilizada é comum, doméstica, sendo priorizada a qualidade da impressão em jato de tinta. Após impressas, as folhas são dobradas e encaixadas em um berço de furação, onde Luana fura a lombada com um utensílio chamado “agulhão”. Depois disso, os livros são costurados com uma linha resistente. 

    “A crise pandêmica mundial e a crise política no Brasil só nos fizeram ver como a arte é importante no dia a dia. Foram a literatura, o cinema e a música, por exemplo, que nos acalentaram (e ainda acalentam) nos momentos de apreensão da quarentena, em nossas casas. A criação da editora, com a viabilização da leitura e a produção por pessoas próximas, foi como uma longa respiração de alívio em meio ao caos, mesmo que inacabado", afirmou Luana. 

    Dificuldades – A diretora do projeto também explica que há dificuldades em se encontrar certos materiais em Manaus e lojas que comercializem utensílios mais avançados, como prensas, kits de gabaritos, berços de encadernação. O berço utilizado na Editora foi produzido em uma marcenaria, devido ao alto frete estipulado pelas lojas on-line para envio à região Norte, e os gabaritos de furação são produzidos em um papelão, por Luana nunca ter encontrado um à venda na cidade. 

    *Com informações da assessoria

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