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    Pandemia


    Demanda por profissionais de Educação Física deverá crescer

    Profissionais dessa área deverão ser bastante procurados para atuar na recuperação de pessoas que ficaram com sequelas da Covid-19

    Segundo ela, quem teve Covid-19 pode apresentar sequelas até sete meses depois da infecção | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Estudos apontam a tendência, principalmente após o fim da pandemia de Covid-19, de aumento da demanda no mercado por profissionais que atuam em segmentos relacionados à saúde física e mental. Nessa linha, uma das áreas que deverá entrar em ascensão é a de educação física.

    Além da busca pelo bem-estar e manutenção da forma física, após o longo período de confinamento, profissionais dessa área também deverão ser bastante procurados para atuar na recuperação de pessoas que ficaram com sequelas da doença. 

    A coordenadora do curso de Educação Física do Centro Universitário Fametro, Eva Vilma Alves da Silva, ressalta que uma pesquisa recente mostrou que as consequências da Covid-19 deverão ser sentidas, com maior ou menor intensidade, por praticamente todos que tiveram a doença. “Existe um conjunto de outros problemas, além da doença em si, como o estresse, ansiedade, depressão, sedentarismo e até obesidade, que exigirão do profissional de educação física grande habilidade para ajudar as pessoas a retomarem suas aptidões e a qualidade de vida”, disse.

    Segundo ela, quem teve Covid-19 pode apresentar sequelas até sete meses depois da infecção, impactando no funcionamento do sistema pulmonar, muscular, além do lado emocional de cada indivíduo. Ao retomar as atividades físicas, dependendo do comprometimento causado pela doença, é possível que o aluno apresente fadiga, elevação ou baixa temperatura corporal, mal-estar após os exercícios, entre outros sintomas.

    De acordo com Eva Vilma, os profissionais precisam estar preparados para atender a demanda pós-pandemia. “É uma área promissora, mas que vai exigir pessoas qualificadas e capazes de fornecer um atendimento personalizado, conforme a necessidade de cada aluno”, frisou.

    A coordenadora destaca que o profissional de educação física faz parte da área da saúde. Eles podem atuar integrados a grupos multiprofissionais, em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Atenção Psicossocial e hospitais.

    As ferramentas tecnológicas que vêm sendo adotadas desde o início da pandemia, para a transmissão de treinos on-line, continuará fazendo parte da rotina das pessoas, mesmo com o fim da pandemia. “Os profissionais que ainda não adotaram esse formato híbrido precisam começar a se adaptar, porque muitos alunos continuarão a fazer uso dessas plataformas. A pandemia trouxe mudanças e algumas serão permanentes”, avaliou.

    *Com informações da assessoria