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    Educação Indígena


    Professor indígena une cultura e tradição nas aulas de Geografia

    Orlando Baré - como é conhecido - trabalha há 20 anos, especificamente, com a Educação Escolar Indígena

     

    Para ele, os povos indígenas tiveram conquistas na educação
    Para ele, os povos indígenas tiveram conquistas na educação | Foto: Eduardo Cavalcante/Seduc-AM

    MANAUS (AM)- O professor Orlando Melgueiro da Silva, de 60 anos, do povo Baré, se dedica ao ofício de ensinar Geografia, pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto, procura unir os conhecimentos acadêmicos aos tradicionais para levar aos estudantes indígenas e não indígenas o sentimento de pertencimento.

    “A educação escolar indígena fortalece a comunidade, fortalece as tradições e favorece, também, a luta em defesa dos territórios e a garantia de vida para os nossos parentes”. Assim o professor vê a Educação Escolar Indígena. 

    Graduado e pós-graduado em Geografia, Orlando Baré - como é conhecido - trabalha há 20 anos, especificamente, com a Educação Escolar Indígena e também é membro do Conselho Estadual de Educação Indígena.

      Já exerceu a função de professor em comunidades e, atualmente, leciona na Escola Estadual Júlia Bittencourt, na zona Oeste de Manaus.  

    “Considerando que Manaus é uma cidade onde existem muitas ilhas territoriais na capital de diferentes povos, os povos que se reúnem se sentem unidos pela cultura, história, tradição e língua, então, eu, de vez em quando, percorro esses lugares. O maior desafio para os professores ou para a educação escolar indígena é a formação de professores, nós temos muitos professores que se graduaram e estão pós-graduando nas ciências que não têm muito a ver com a Educação Indígena”,  observa Baré.

    Para ele, os povos indígenas tiveram conquistas na educação, como a manutenção das línguas maternas, assegurada na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), entretanto, ainda há muito a ser conquistado e muito o que pôr em prática.

    “Se eu estudei a Geografia, necessariamente terei de trabalhar na etnogeografia, por exemplo, mas para trabalhar a etnogeografia são necessárias metodologias específicas e pedagógicas para trabalhar com as comunidades indígenas. Então, o maior desafio no momento é a preparação, a formação de professores na área de educação indígena. A mensagem que eu daria para os nossos parentes é a de que educação escolar indígena fortalece”, finaliza Orlando Baré. 

    Educação Escolar Indígena

    Segundo dados da Fundação Nacional do Índio (Funai) vivem hoje no Brasil pouco mais de 380 mil indígenas, sendo que 31% dessa população se encontra no Amazonas. São, pelo menos, 120 mil índios de 72 povos localizados nos 62 municípios do Estado e, desde 1991, o serviço de educação para esses povos é responsabilidade do Ministério da Educação (MEC) e dos estados brasileiros.

    Até 2005, a grande parte das escolas em todo o país não trabalhava com os princípios da educação escolar indígena específica e diferenciada. No Amazonas, a Secretaria de Estado e Educação e Desporto vem implementando esta política com sucesso, com ensino nas comunidades de forma presencial e no Ensino Mediado por Tecnologia, além dos incentivos à formação específica dos professores.

    *Com informações da assessoria 

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