Inovação


O que são e como funcionam os ‘tecidos inteligentes’?

Tecidos com elementos eletrônicos e de computação

| Foto: Reprodução

Os avanços tecnológicos dos últimos anos permitiram o desenvolvimento de produtos em todos os setores de comércio e serviços. Presente em praticamente em todas as áreas de nossas vidas, a tecnologia digital alcançou patamares que, pouco tempo atrás, estavam presentes apenas em narrativas de filmes de ficção.

Prova disso são os tecidos inteligentes são produtos que possuem elementos de eletrônica e computação em sua estrutura. Ou seja, a partir dos tecidos inteligentes, é possível confeccionar roupas com componentes digitais para atender às demandas específicas.

As possibilidades de combinação, é claro, são as mais diversas e variadas. Elas vão desde o suprimento de demandas estéticas, como, por exemplo, a mudança de estampa de uma mesma peça de roupa, a partir dessa tecnologia, até a implementação de um sistema de aquecimento em roupas para pessoas que vivem em locais extremamente frios.

Engana-se quem imagina que as peças de roupas criadas a partir desses tecidos sejam pesadas ou desconfortáveis. Visualmente falando, o vestuário feito com tecidos inteligentes parece com qualquer outro.

Inteligência artificial

A popularização de sistemas que possuem e utilizam a inteligência artificial é, possivelmente, uma das maiores mudanças que afetarão as dinâmicas do cotidiano nessa década que se inicia no ano de 2020.

Para se ter uma ideia, só nos últimos dois anos, as assistentes virtuais se popularizaram por meio de dispositivos de home assist, smartphones e smart TVs. Isso, por si só, já vem alterando as dinâmicas cotidianas daquelas pessoas que possuem acesso a estes sistemas.

Contudo, a difusão do uso de softwares que utilizam inteligência artificial está atingindo as esferas de outros setores criativos. Inclusive, essa é uma aposta e direção daqueles que pesquisam as possibilidades dos tecidos inteligentes.

Nesse sentido, até o momento, o que se tem produzido são peças com inteligência passiva. Ou seja, roupas que conseguem ler estímulos, mas ainda não respondem a eles de maneira tão elaborada como outros dispositivos eletrônicos.

Um exemplo desse tipo de aplicação entre tecnologia e moda, orbitando a inteligência artificial,  já está disponível no mercado desde 2017. O Google e a Levi’s, icônica marca de vestuário americana, uniram-se para criar o que chamaram de Jacquard, uma jaqueta smart.

Utilizando tecidos inteligentes, capazes de conduzir informações digitais, a jaqueta permite ao usuário conectar a peça de roupa e o celular. Dessa maneira, pode-se, por exemplo, atender chamadas e obter informações de localização no GPS do celular por meio das mangas da jaqueta.

As duas empresas pensaram em desenvolver um produto que facilitasse a vida dos ciclistas das cidades grandes. O próximo desafio seria, então, criar peças que não dependam de dispositivos, como smartphones, para executar funções, mas que consigam, por si só, ser um aparelho completo.

Futuro não tão distante

Para além das inteligências artificiais, vale lembrar, contudo, que tecidos com algum tipo de sensibilidade também já estão sendo usados de diversas formas há algum tempo e para as mais diferentes funcionalidades.

A empresa estadunidense Qoowear, por exemplo, desenvolveu um tipo de uniforme inteligente térmico, que é ideal para profissionais que trabalham em situações de frio extremo, como pesquisadores na Antártica e no Ártico.

Em tempo real, a peça identifica as partes mais frias do corpo. A partir disso, a roupa ativa e aquece alguns pontos específicos do macacão, como abdômen, peitoral e coxas, por meio de uma espécie de preenchimento térmico, contido no próprio produto.

Da mesma maneira, peças antiodor e antissuor, bastante comuns nos dias de hoje, utilizam o mesmo tipo de inovação na sua confecção: a nanotecnologia. Ou seja, a implementação de partículas e dispositivos de escala nanométrica, extremamente pequena.

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